Com a chegada do Dia das Crianças, a pergunta se repete: como celebrar essa data com leveza e alegria, sem cair nas armadilhas do consumismo? Como presentear nossos pequenos de forma consciente, incentivando bons hábitos desde cedo e educando para um futuro mais sustentável?
A resposta pode estar em uma marca que une propósito, afeto e estilo. Foi para vestir as crianças com essa ideia que nasceu o Studio Pipoca.
Fundada em 2019 por Mathilde, mãe franco-brasileira de três filhos (Jeanne, Hannah e Joseph), a marca nasceu do desejo de transformar a moda infantil no Brasil – um setor que ela via como tradicional e distante das discussões sobre sustentabilidade.
Criada em uma pequena cidade no sul da França, Mathilde cresceu entre moletons largos, shorts atoalhados e roupas confortáveis. “Quando cheguei a São Paulo e tive filhos, quis criar uma marca infantil inspirada nesse universo, uma homenagem aos anos 1980 no estilo, mas alinhada ao mundo moderno, no qual as questões ambientais e sociais se tornaram prioridades”, conta.
Morando em São Paulo há mais de uma década, Mathilde mergulhou por um ano inteiro em pesquisas sobre o mundo na moda no Brasil, seus problemas, suas deficiências, suas perdas. Questionadora, decidir repensar tudo, desde o início, para propor uma nova solução – “certamente imperfeita”, aponta -, mas pensada com o coração. Recolocando o ser humano e o meio ambiente no centro.
O caminho é longo e sinuoso, e infelizmente não existe (ainda) uma moda completamente limpa. “Nossa falha como sociedade até hoje foi produzir e consumir muita roupa impermutável, e, pior ainda, acreditar que isso era a modernidade.”
Para ela, a melhor roupa para uma criança é aquela que já existe. Mas, se for preciso comprar uma nova, que seja de uma marca slow fashion, que valorize recursos locais, tenha produção transparente e reduza intermediários entre fabricante e consumidor. É com essa proposta que o Studio Pipoca vem conquistando famílias em todo o Brasil.
A escolha de começar de forma digital também foi estratégica: manter os custos acessíveis para que a sustentabilidade não fosse um privilégio, mas um valor possível e democrático. “Para ser sustentável, também precisa ser acessível”, defende Mathilde.
O nome da marca reforça essa identidade brasileira e afetiva: a pipoca é simples, universal e faz parte de todas as infâncias — nas festas juninas, nos aniversários, nas ruas, no sofá de casa. Como o grão que estoura e se transforma, simboliza inclusão, criatividade e afeto, rompendo barreiras sociais com leveza.
Uma marca com propósito do tecido ao envio
Desde o início, Mathilde decidiu controlar cada etapa da produção — do fio ao acabamento. O Studio Pipoca desenvolve seus próprios tecidos, como o atoalhado exclusivo feito com algodão brasileiro certificado pela BCI (Better Cotton Initiative), tingimento seguro (Oeko-Tex) e produção local. Os fios vêm da Paraíba e ganham forma em São Paulo, em parceria com malharias tradicionais e tinturarias que seguem rigorosos padrões ambientais e sociais.
Com modelagens vintage, unissex e duráveis, pensadas para circular entre irmãos e famílias, o Studio Pipoca alia ética, estética e brasilidade. Mais do que produzir roupas, a marca escolheu reconstruir a cadeia da moda infantil, priorizando o fazer local, a transparência e o respeito a quem produz — mostrando que sustentabilidade também é feita de escolhas conscientes e afetivas.
Produção local e socialmente responsável
O Studio Pipoca montou sua própria cadeia de produção para a linha de básicos. Tudo é feito em um único ateliê no bairro da Casa Verde, em São Paulo – da modelagem à costura, até o preparo final para envio. Ali, uma equipe de mulheres locais, muitas delas mães da região, trabalha sem terceirizações, com rastreabilidade total e condições justas. Essa estrutura promove autonomia, controle de qualidade e impacto social direto na comunidade.
Circularidade, upcycling e menos desperdício
Desde o final de 2024, a marca passou a investir também em uma linha chamada Segunda Chance, que ressignifica tecidos excedentes de grandes marcas, que iriam para descarte. Por serem peças infantis, que exigem menor metragem, é possível reaproveitar sobras e criar coleções originais, promovendo o upcycling e a circularidade – pilares importantes do slow fashion. E, mesmo com esse respiro criativo, a Pipoca continua com apenas uma coleção autoral por ano: uma escolha consciente contra a lógica frenética da fast fashion.
Roupas que contam histórias (e duram para contá-las)
As roupas do Studio Pipoca são feitas para durar – tanto no material quanto no afeto. Com modelagens amplas e unissex, acompanham diferentes fases da infância e podem ser passadas adiante, ganhando novas histórias a cada uso. A proposta é romper com o ciclo de consumo acelerado e promover uma relação mais consciente e afetiva com o vestir.
Moda com alma brasileira – e feita por artistas mulheres
Cada coleção da Studio Pipoca é feita em colaboração com uma artista brasileira, sempre mulher. A ideia é unir arte, cultura e moda, revelando uma brasilidade sensível e autêntica nas estampas e nas cores. Já colaboraram com a marca Isabela Cury, na coleção “Praia no Rio”, Victoria Carvalho, na coleção “Carrinhos e Barracas do Brasil”, e Bruna Martins, na coleção “Lá na Minha Cidade”, que será lançada em breve — cada artista trazendo seu olhar para o universo infantil e contribuindo para a identidade poética da marca enquanto celebram a cultura nacional.
Para um futuro mais colorido (e justo)
O compromisso da Studio Pipoca vai além da estética: a marca quer ser agente de mudança na moda infantil, mostrando que é possível unir responsabilidade, beleza e encanto.
Neste Dia das Crianças, que tal escolher um presente com significado? Peças que contam histórias, apoiam comunidades locais, respeitam o meio ambiente e inspiram um futuro mais justo — porque, sim, é possível comemorar com propósito. E, como a Pipoca mostra, é possível fazer isso com alegria, brasilidade e consciência.
Para mais informações acesse studiopipoca.com.

