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Greenpeace Brasil celebra 33 anos com moda e ativismo

Greenpeace Brasil une moda, agroecologia e ativismo em parceria inédita. Camiseta-manifesto celebra 33 anos de luta ambiental

Greenpeace coleção
Imagem: Divulgação

Em celebração aos seus 33 anos de atuação no país, o Greenpeace Brasil lança o projeto “Um convite à [re]existência”, uma iniciativa que conecta moda sustentável, ativismo ambiental e valorização da biodiversidade brasileira. A ação é fruto de uma parceria com a estilista Flávia Aranha, o estúdio criativo Arado e a Rede Borborema de Agroecologia.

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O projeto apresenta uma camiseta-manifesto produzida com algodão 100% agroecológico, fornecido por agricultores familiares da Paraíba ligados à Rede Borborema. A peça carrega uma forte mensagem sobre a urgência de agir no presente para moldar o futuro: “(Re)Existir. Regenerar o solo. Respeitar a vida. Reiniciar o sistema. Renovar as esperanças.”

Foto: Divulgação

A camiseta, cuja arte foi desenvolvida pelo estúdio Arado em cocriação com o Greenpeace Brasil, é fabricada com matéria-prima que respeita práticas sustentáveis. Além do algodão agroecológico, a peça utiliza pigmentos sustentáveis da Química Inteligente e conta com a costura do Instituto Ecotece, que há duas décadas promove a moda consciente. As ecobags da ação foram confeccionadas pela Justa Trama, cooperativa que integra mais de 700 trabalhadores em diversas regiões do país.

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Para Laura Leal, diretora de Engajamento do Greenpeace Brasil, a parceria é a materialização de um futuro possível: “Essa colaboração transforma o ato de se vestir em um posicionamento político e ambiental. Celebramos nossos 33 anos reafirmando que é urgente construir uma sociedade mais justa, onde moda, agroecologia e ativismo caminham de mãos dadas.”

A estilista Flávia Aranha destaca a importância do trabalho colaborativo: “Unir em teia atores que semeiam transformação é fundamental. O algodão agroecológico é uma realidade viva, e essa camiseta transmite a mensagem de que é possível construir realidades mais prósperas e justas.”

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Suzana Aguiar, agricultora e secretária da Rede Borborema de Agroecologia, reforça a relevância do cultivo sustentável: “Nós cultivamos com profundo respeito pela Mãe Terra. Estabelecer parcerias que valorizam o comércio justo é essencial para dar visibilidade a quem planta e semeia.”

Foto: Divulgação

Segundo Bruno Brito, diretor institucional do Arado, a ilustração da camiseta buscou integrar elementos do mundo animal, vegetal, mineral e simbólico em uma composição interdependente. “O formato do coração simboliza a ideia de que nós, humanos, somos parte desse todo complexo que é a natureza. Somos solo, água, floresta, bicho e, portanto, o próprio futuro”, explica.

A campanha, no entanto, não prevê a venda dos produtos. As camisetas e ecobags serão enviadas como presentes institucionais para parceiros e colaboradores, como forma de amplificar a visibilidade do manifesto e incentivar a adesão à causa climática.

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O projeto também reforça o posicionamento do Greenpeace Brasil no debate sobre moda consciente. De acordo com a Global Fashion Agenda, o setor da moda é o segundo mais poluente do mundo, e iniciativas como essa mostram que é possível apostar em práticas sustentáveis e relações de trabalho dignas para construir um futuro mais verde e justo.

33 anos de ativismo ambiental

A história do Greenpeace Brasil começou em 26 de abril de 1992, quando um pequeno grupo de ativistas realizou um protesto contra a energia nuclear no pátio da Usina de Angra dos Reis (RJ), em homenagem às vítimas do acidente de Chernobyl. Desde então, a organização tem se destacado pela realização de ações criativas e pacíficas em defesa do meio ambiente, consolidando uma trajetória de coragem, solidariedade e mobilização em território brasileiro.

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