Filmes e séries, ou seriados, sempre estiveram no imaginário de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Dos musicais dos anos 50 a recentes sucessos, como Todo Mundo Odeia o Chris, Friends ou Avatar, esses tipos de produções aguçam a curiosidade, trazem entretenimento e incitam uma reflexão crítica, pois ajudam o interlocutor a ver o mundo de uma maneira a que não está acostumado.

A mudança de velocidade, os diferentes ângulos e as inúmeras formas de linguagem permitem desconstruir a realidade, tanto no formato de filmes quanto de séries, fazendo desse material uma ótima possibilidade para desenvolver diferentes abordagens de aprendizado.

Toda essa parte teórica, juntamente com a fantasia e a imaginação presentes nos vídeos, será analisada por todo ano de 2013 pelas crianças, adolescentes e jovens do Projeto Histórias em Movimento, da Fundação Gol de Letra e patrocinado pelo programa Desenvolvimento e Cidadania, da Petrobras.

O tema “filmes e séries” foi escolhido por votação pelos participantes do programa como tema norteador do ano. A partir dele, as crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos, desenvolverão trabalhos nas diferentes oficinas, sempre com o objetivo de utilizar a linguagem cinematográfica como meio de desenvolver cidadania, ética, senso crítico, trabalho em equipe, reflexão e identidade cultural das crianças e adolescentes.

Segundo Patricia Liberali, coordenadora do programa Virando o Jogo, do qual faz parte o “Histórias em Movimento”, entre todos os pontos, a questão da ética e do senso crítico são pontos importantes, mostrando que há diferentes pontos de vista para uma mesma situação e de que é preciso ter responsabilidade com o que se comunica.

“Hoje, a tecnologia está muito mais acessível e qualquer pessoa, criança ou adulto, pode produzir um filme. Exemplo disso são as câmeras com celulares. Por isso, é importante enfatizar a questão da responsabilidade no conteúdo que a gente produz ou compartilha”, comenta Patricia.

Além disso, as questões do trabalho em equipe e da cooperação também devem ser bastante frisadas ao longo do ano. “Durante a capacitação sobre este tema, percebemos que o incentivo à participação coletiva, que é um ponto que permeia o projeto Histórias em Movimento, também está presente na produção de um filme, em que o trabalho em equipe e a sintonia entre os profissionais são essenciais para um bom resultado”, completa. 

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.