Floripa aprova projeto de lei de proteção às abelhas sem ferrão

Fundamentais para o equilíbrio dos nossos ecossistemas, pl também estimula a polinização urbana.

abelhas sem ferrão
Abelha Jataí. | Foto: Luis Carlos Martinelli | CC 4.0

A proteção às abelhas nativas sem ferrão e o estímulo a polinização urbana ganhou respaldo da lei em Florianópolis, capital de Santa Catarina. De autoria do vereador Marcos José de Abreu (mais conhecido como Marquito), o projeto de lei nº 17834/2019 foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Vereadores na última segunda-feira (28).

Visando estabelecer meios de proteção e conservação das abelhas, o projeto autoriza e incentiva a criação e o manejo de tais espécies. Só na ilha existem 34 espécies nativas de abelhas. Assim como as abelhas com ferrão, elas também podem ser alternativas de geração de renda pela produção de mel, própolis, geoprópolis, pólen e cera.

O projeto de lei também incentiva a implantação de estações polinizadoras pedagógicas em locais públicos da cidade, chamados de Jardins de Mel – a exemplo do que já acontece em Curitiba.

“Nosso objetivo com esse projeto é trazer informação e educação ambiental, para que as abelhas possam ser preservadas e enfatizar noções fundamentais de ecologia como a interdependência e a visão sistêmica de todos os seres vivos humanos e não humanos”, afirma o vereador Marquito, que integra o Mandato Agroecológico. É também dele a lei que proíbe agrotóxicos em Florianópolis, tornando a “ilha da magia” a primeira Zona Livre de Agrotóxicos do país.

Imagem: Projeto Diversidade e Ecologia de Abelhas em SC

Essenciais para o planeta

Fundamentais para o equilíbrio dos nossos ecossistemas, estima-se que as abelhas nativas são responsáveis pela polinização de cerca de 90% das espécies da Mata Atlântica. Chamadas de Meliponas, tais espécies ainda são bioindicadoras da qualidade do ar, da água e do solo. Também a segurança alimentar do planeta depende destas grandes polinizadoras.

É por isso que há tantos especialistas alertando para o risco iminente da mortalidade de abelhas no mundo, sobretudo, pelo uso de agrotóxicos na agricultura. Ou seja, não protegê-las é uma ameaça para toda sociedade.

abelha jataí
Foto: Epagri

Além de restaurar seus habitats, cessar o desmatamento, incentivar o plantio orgânico, é possível implementar pequenas ações para conservá-las nos grandes centros urbanos – criando cidades amigáveis aos polinizadores.

Abelhas sem ferrão podem tranquilamente serem criadas dentro de caixas em áreas urbanas e até no quintal. Não é preciso ter finalidade econômica direta: o simples estímulo a sua presença já contribui significativamente com a biodiversidade local e o futuro do planeta.