Parque em SP realiza banho de floresta
A experiência é guiada para que os visitantes percebam sons, aromas e textura; conheça a prática japonesa
A experiência é guiada para que os visitantes percebam sons, aromas e textura; conheça a prática japonesa
Os efeitos curativos da natureza para o bem-estar humano tem sido cada vez mais tema de estudos científicos. Enquanto os pesquisadores no mundo ocidental investigam causas e efeitos, o Japão, desde os anos 80, incentiva o shinrin-yoku, em português o “banho de floresta”. Em São Paulo, a prática vem sendo ofertada no Parque da Previdência, no Butantã, bairro da zona oeste de São Paulo.
Entre as caóticas Eliseu de Almeida e Raposo Tavares, está um maciço verde de 91 mil metros quadrados. É o Parque da Previdência: um respiro com fragmento de floresta, mesas de piquenique, playground e a Trilha do Jequitibá, onde é possível ver e ouvir diversas espécies de aves.
Desde agosto, é realizado o banho de floresta na Trilha do Jequitibá. A experiência é guiada para que os visitantes percebam sons, aromas e textura. Apesar de pequena, o espaço proporciona uma imersão sensorial que visa acalmar a mente e revigorar o corpo. “Essa prática é eficaz na redução do estresse, na melhoria do humor e até mesmo no fortalecimento do sistema imunológico”, afirmam os organizadores.
Acima de 14 anos, qualquer pessoa pode participar. As próximas e últimas edições do ano acontecem nos dias 27 de novembro (das 10h às 12h e das 14h às 16h) e 11 de dezembro (das 10h às 12h e das 14h às 16h). É gratuito. Veja aqui como se inscrever.
Adentrar uma floresta respirando profundamente o ar puro do lugar. Para quem vive no caos urbano, momentos como este são um privilégio. Embora o Japão seja majoritariamente urbanizado, com cerca de 90% da população vivendo em cidades, o território do país é sobretudo coberto por florestas e montanhas. Talvez por isso o banho de floresta tenha se tornado uma prática terapêutica de saúde pública.
O banho de floresta (shinrin-yoku) pode ser praticado de diversas maneiras. Pode-se simplesmente caminhar sem rumo ou sentar e observar os detalhes das plantas e árvores. Respirando profundamente, tocar as plantas, sentir as diferentes texturas, ouvir os sons, perceber os aromas – tudo isso faz parte do banho.

Estudos realizados desde o início das práticas no Japão comprovam que os banhos de floresta diminuem o cortisol (hormônio causador do estresse), reduzem a pressão arterial, melhoram a concentração, a imunidade, fortalecem o metabolismo e elevam o bem-estar emocional.