Bienal do Lixo
Instalação feita com tampinhas - obra de Ubiratan Fernandes, um dos artistas presentes na Bienal do Lixo. Foto: Bienal do Lixo
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A Bienal do Lixo de São Paulo usa a arte como ferramenta para promover diálogos e reflexões sobre a relação da humanidade com o meio ambiente. O evento é totalmente gratuito e reune obras de arte feitas com material de descarte, intervenções artísticas, oficinas, mostra de cinema, palestras e painéis sobre o tema.

Acessível para pessoas com deficiências, a Bienal do Lixo acontece entre 26 de maio e 5 de junho de 2022 no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Inspirada em uma corrente artística mundial inovadora que foi impulsionada pelos problemas ambientais da atualidade, a Bienal do Lixo não se limita apenas em incluir o meio ambiente em suas criações, mas o converte na própria obra para promover a conscientização sobre a preservação do planeta.

Bienal do Lixo
Obras de Afonso Campos e BORDALO II, artistas que estarão presentes na Bienal do Lixo. Fotos: Bienal do Lixo

Uma área de 3 mil metros quadrados no Parque Villa-Lobos vai receber obras de artistas que têm o material de descarte como base para seu trabalho criativo e cujas obras são exemplos de transformação. Nesta área também serão montados seis domos, onde serão exploradas todas diferentes abordagens sobre o tema.

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Dentre os artistas escolhidos para apresentar obras sobre o tema estão Bordalo II, Ca Cau, Jota Azevedo, Carmem Seibert, Jorge Solyano, Rafael Zaca, Valter Nu, Leo Piló, Afonso Campos, Ubiratan Fernandes e Luê Andradde. Uma Mostra de Cinema na biblioteca do parque exibirá filmes sobre arte, meio ambiente e sustentabilidade.

Bienal do Lixo
Obra de Jota Azevedo. Foto: Bienal do Lixo

Também fazem parte da programação como oficinas artísticas e painéis de diálogos, nos quais empresas e organizações apresentam ao público como elas vêm investindo em novos processos e modelos de negócios sustentáveis para reduzir o impacto ambiental.

Os Painéis de Diálogos abordarão temas como logística reversa, economia circular, consumo consciente, educação ambiental, energias renováveis, gestão de resíduos e outros assuntos que possam colaborar com os rumos da política ambiental no país tendo sempre a arte como fio condutor, com a participação de artistas, agentes culturais, autoridades, jornalistas, cientistas, empresas, profissionais da área e ambientalistas.

Bienal do Lixo
Obra de Valter Nu. Foto: Bienal do Lixo

Segundo Rita Reis, diretora-executiva da Bienal do Lixo, a proposta é promover, por meio da arte e da cultura, novos olhares e abordagens sobre os principais desafios para a preservação ambiental, ampliando os diálogos junto à sociedade e todos os setores: público, privado e instituições não governamentais envolvidos. “E compartilhar experiências e ações que já estão sendo implementadas com resultados positivos”, diz.

Além do evento no parque, a Bienal do Lixo executará uma contrapartida social para a comunidade: um ciclo de oficinas e palestras de “Arte pela Consciência” em escolas públicas da capital paulista, para estudantes e professores. No total, serão 16 oficinas e 8 palestras, incluindo escolas de educação especial. É a arte como veículo de transformação social onde mais de 170 horas de transmissão de conteúdo e aprendizado beneficiará mais de 5 mil pessoas.

Bienal do Lixo
Obra de Carmem Seibert. Foto: Bienal do Lixo

“Acreditamos que a arte tem o poder de impactar as pessoas, promover a reflexão e levar a uma transformação íntima, a mudanças de hábitos que, muitas vezes, nem são percebidas no dia a dia, mas que impactam diretamente no meio ambiente. É verdadeira a história de que se cada um fizer a sua parte, o mundo ficará melhor”, afirma Mário Farias, diretor de novos negócios da Bienal do Lixo.

13º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos

Dentro da programação da Bienal do Lixo, será realizada a 13ª edição do FIRS Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, que acontecerá pela primeira vez em São Paulo, de 01 a 03 de Junho, das 10h às 17h30, e se consolidará como um importante evento técnico-científico realizado no Brasil sobre temáticas relacionadas a resíduos sólidos. As discussões abrangem desde estudos acadêmicos até detalhes das visões governamentais e empresariais sobre o tema e ocorrerá dentro da biblioteca do parque.

Bienal do Lixo
Painel feito com tampinhas. Obra de Ubiratan Fernandes. Foto: Bienal do Lixo

Antigo Lixão

Parque Villa-Lobos, escolhido para sediar a Bienal do Lixo, é um exemplo de transformação e recuperação da paisagem urbana. A área de 732 mil m2 onde está instalado já foi um lixão clandestino, que recebia entulho, resíduos da construção civil, material dragado do Rio Pinheiros, restos de lixo do Ceagesp e de 80 famílias que ali residiam de forma bastante precária.

Parque Villa-Lobos
Parque Villa-Lobos. Foto: Prefeitura de São Paulo

O projeto de recuperação ambiental resultou na remoção de 500 mil m³ e movimentação de 2 milhões de m³ de entulho e terra para acerto das elevações existentes e o Parque foi inaugurado em 1994 depois de amplo projeto urbanístico. “O local para a Bienal do Lixo não poderia ser mais pertinente. Mostra que é possível transformar”, finaliza Rita Reis.

Bienal do Lixo

  • Quando? 26/05, das 17h30 às 22h | 27/05 a 05/06/22, das 10h às 18h
  • Onde? Parque Villa-Lobos | Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto dos Pinheiros – São Paulo – SP
  • Mais informações: www.bienaldolixo.com.br
Bienal do Lixo
Foto: Facebook | Bienal do Lixo

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