renda mínima aos catadores
Imagem: Divulgação

Responsáveis pela maior parte do lixo reciclado no Brasil, os catadores precisam de segurança financeira para ficarem em casa e se protegerem da Covid-19. Para ajudá-los, a ONG Pimp My Carroça lançou uma campanha de financiamento coletivo voltada aos quase três mil catadores autônomos cadastrados no aplicativo Cataki.

Para garantir uma renda mínima aos catadores, a meta é alta – R$500 mil – mas neste fim de semana, em que se comemora o Dia Internacional da Reciclagem (17 de maio), a iniciativa ganha o reforço de diversas personalidades.

Uma das ações envolve 82 artistas que produziram um total de 112 obras de arte como recompensa aqueles que ajudarem o projeto. É uma forma de estimular que mais pessoas doem. Há telas, gravuras, livros, esculturas e até cursos online e presencial.

cataki
Arte Enivo

Para Enivo, um dos principais artistas de rua de São Paulo, ajudar os catadores foi uma decisão natural. “Doei minha obra com muito orgulho. Acredito que após essa pandemia muito irá mudar – já está mudando. Quem era invisível ontem hoje é heroi. Parabéns aos catadores, motoboys, entregadores, lixeiros, profissionais do ramo da saúde, da alimentação, do transporte, todos que estão colocando sua vida em risco pela humanidade. Esses trabalhadores ancoram o planeta”, afirmou o artista do Grajaú, bairro da zona sul de São Paulo.

Outra referência da arte urbana no Brasil e que está participando da ação é a artista Magrela. Segundo ela, “todo ser humano deveria ter uma renda mínima para sobreviver e garantir o básico. Cada um está ajudando do jeito que pode: acredito que, com minha arte, eu posso ser útil nesse momento”.

Festival de música

A Guaraná Antarctica vai promover um festival de música com shows de Péricles, É o Tchan, Babu e Jota Quest. A exemplo das lives musicais que têm ocorridos desde o início da pandemia, esta ação terá como objetivo arrecadar doações ao Renda Mínima Pros Catadores, iniciativa da ONG Pimp My Carroça, para angariar fundos para os catadores avulsos do Cataki.

Batizada de festival Pipoca e Guaraná, a iniciativa também vai ressaltar a importância da reciclagem mundial, na véspera das comemorações do Dia Internacional da Reciclagem.

Os shows serão transmitidos no dia 16 de maio, a partir das 14h, no canal de Guaraná Antarctica – Coisa Nossa, no YouTube, e na plataforma Claro Now.

Programação

Apresentado por Adriane Galisteu, haverá atrações que vão dos pagodes clássicos dos anos 90 aos hits do pop nacional, e da malemolência do axé à leveza da MPB. “Estamos relançando a campanha Pipoca & Guaraná e, para relembrar esta época, nada melhor do que trazermos bandas icônicas que marcaram gerações. Os shows terão uma pegada bem brasileira e, acima de tudo, os valores arrecadados serão revertidos para os recicladores do Pimp My Carroça”, explica Daniel Silber, gerente de marketing de Guaraná Antarctica.

“Apoiar os catadores em um momento crítico como o atual é o mínimo que podemos fazer. É uma forma de retribuir pelo trabalho incrível que eles sempre fizeram. Catadores de materiais recicláveis são os principais agentes ambientais do Brasil”, afirma Mundano, ativista e fundador do Pimp My Carroça e do app Cataki.

A participação não fica só na live. No dia do show, o público poderá fazer doações via QRCode e dar lances nos itens do Leilão Coisa Nossa, pela plataforma. Entre os objetos estão a chuteira autografada de Gabriel Jesus e a prancha de Medina. Além de diversos outros itens de personalidades da TV e da internet.

Esta é a terceira ação de Guaraná para ajudar a minimizar os problemas gerados pelo Covid-19. No início de abril, a marca doou a matéria-prima para a produção de 3 milhões de máscaras de proteção para médicos e, ainda em abril, criou o Leilão Coisa Nossa, para também destinar o valor arrecadado à ONG Pimp My Carroça.