Paris velocidade
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Desde a última segunda-feira (30/8), passou a vigorar em Paris, capital da França, um novo limite de velocidade para automóveis de 30 quilômetros por hora (km/h). Tornar as ruas mais seguras, silenciosas e menos poluídas são alguns dos objetivos da medida.   

Foto: Ilnur Kalimullin | Unsplash

Pode parecer lento demais, para muitos, mas a iniciativa vem sendo pavimentada pouco a pouco. O limite de 30 km/h já se aplica a cerca de 60% da área de Paris e agora se estende cobrindo quase toda a cidade. Além disso, há alguns anos, Paris vem implementando ações para restringir o uso do carro em algumas vias. Ao mesmo tempo tem aumentado as zonas restritas a pedestres.

Outro ponto que embasa a decisão é uma pesquisa de opinião que aponta que 59% da população aprova o novo limite de velocidade. 

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O vice-prefeito, David Belliard, afirmou à Rádio Franceinfo que os planos da gestão é encorajar as caminhadas, o ciclismo e o uso do transporte público.

Ainda assim, vias importantes ficaram de fora da nova medida. É o caso da Champs Elysees, uma das avenidas mais famosas do mundo, que permanece com limite de 50 km/h.

Indo longe 

Com a redução, a prefeita da cidade, Anne Hidalgo (reeleita em 2020), cumpre sua promessa de campanha feita em 2014. Anne tem impulsionado projetos para banir veículos individuais movidos a diesel, reduzindo vagas de estacionamento e construindo novas ciclovias. Inclusive, ela até já lançou um serviço de compartilhamento de bicicletas para crianças.

Foto: Dewang Gupta | Unsplash

Anne já afirmou que a “mudança climática é um dos maiores desafios que enfrentamos”, além de ressaltar que a poluição do ar também causa problemas de saúde e mortes, sobretudo, em populações mais vulneráveis. 

Tornar o tráfego de carros mais lento é sempre uma grande mudança e reflete em outros meios de locomoção. Um dos exemplos disso é que os ciclistas têm mais segurança para pedalar e, dessa forma, novos ciclistas tendem a aparecer. Ocorre ainda a redução de acidentes fatais (estima-se que em até 10%) e a população se sente mais disposta a ocupar as ruas e até mesmo trocar o carro por outra opção de transporte.

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