O uso do capacete ainda é algo que diverge opiniões entre os ciclistas. Há quem diga que a eficácia é nula quando ocorrem acidentes graves, mas também existem os que o defendem como forma de proteção, ao menos em acidentes mais leves.

O fator estético é um dos pontos contra os capacetes. Além de não serem muito bonitos, eles também acabam limitando a sensação de liberdade tão valorizada pelos ciclistas. Para resolver este problema, muitas marcas têm investido em modelos leves e com estampas para todos os tipos de gosto.

Se os pontos negativos giram em torno de opções pessoais ou estética, os pontos positivos são mais abrangentes. Para quem pedala nas cidades, o uso do capacete ajuda a tornar o ciclista mais visível no trânsito. Ele também evita o atrito com o motorista que se acha na razão de “ensinar algo” ao ciclista, que grita para que ele use o capacete, mesmo que o item de segurança não seja obrigatório por lei.

É certo que em casos em que o ciclista sofre atropelamento que envolve grandes veículos o capacete por não exercer muita influência. No entanto, todas as pessoas que pedalam estão sujeitas a pequenos tombos. Uma simples derrapada, um buraco, uma guia, uma fechada, não é preciso muito para que o ciclista perca o equilíbrio ou que seja lançado na calçada. Nestes casos, o capacete é um importante aliado, que ajuda a evitar que um acidente simples e trivial se transforme em um evento fatal.

Para aumentar a eficácia dos capacetes é preciso ter cuidado durante a compra. Isso não significa que seja preciso comprar o modelo mais caro, mas sim que o capacete deve estar adequado ao tamanho da cabeça e que tenha a certificação de qualidade. Para as crianças existem modelos infantis e para os adultos existem numerações distintas, que ajudam a deixar a proteção na medida correta. Atente também à colocação do capacete. As alças que o fixam ao ciclista devem estar sempre justas para evitar que o capacete fique inclinado.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.