Em apenas quatro dias, a cidade de Guadalajara, no México, ganhou um centro comunitário construído de maneira sustentável. A estrutura foi planejada pelo escritório de arquitetura Colectivo BMA e erguida com a ajuda de cem voluntários.


Foto: Divulgação

A instalação, que abriga o Instituto Mexicano para o Desenvolvimento da Comunidade (IMDEC), inclui alojamentos para 20 pessoas, vestiários, salas de reunião e áreas comum. O prédio foi pensado de acordo com as tradições locais, por isso usou uma técnica conhecida como Bahareque, bastante semelhante ao pau a pique ou à taipa.


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De acordo com ArchDaily, o complexo possui 375 metros quadrados. A base da construção foi feita em concreto e as paredes foram erguidas com madeira, junco, argila, folhas de palmeira e palha. Conforme informado pelo escritório, o modelo foi pensado para auxiliar a reforçar a relação com a comunidade, já que os próprios moradores locais foram voluntários na construção. Além disso, o orçamento limitado também contribuiu para um projeto mais modesto e simples, o que não impediu a aplicação de conceitos sustentáveis.


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Para evitar a perda de calor e para proteger o edifício dos ventos, o perímetro é todo coberto por uma parede de treliça, feita de junto. A opção também ajuda a disfarçar o concreto e manter o design tradicional às construções locais.


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O prédio foi inaugurado em 2013 e tem servido à comunidade. A escolha dos materiais e o formato da construção permitiram que o complexo se adaptasse perfeitamente à paisagem local.


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Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.