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Sustentabilidade e arquitetura são as palavras de ordem no escritório paulistano MDP Arquitetura. Os projetos são pensados dentro da busca por conexão entre o ambiente externo e interno e abusam do espaço utilizando-se de poucas paredes em projetos de grande amplitude.

A ideia de trabalhar com casas sustentáveis foi uma escolha dos sócios Brunno Meireles, Bruno Duran e André Pavan desde que o escritório foi inaugurado. Pós-graduados em Sustentabiliddade pela Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, os três trabalham com consciência ecológica em busca da sustentabilidade em todas as criações.

A abordagem pessoal e a inovação arquitetônica são traduzidas em todos os projetos do escritório. Meireles, Duran e Pavan, sobrenome dos três amigos, formam o nome do estúdio, MDP, aberto por causa de uma proposta de construção de uma “casa barco” em Ilhabela, em 2008.

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Os amigos, arquitetos e surfistas se viram em um desafio, mas preferiram arriscar e aceitar o projeto que seria o ponta pé inicial da carreira dos três. Mesmo com pouco tempo de atividade, o trio tem obras espalhadas por diversos lugares do mundo, desde a Angola, onde assinaram 12 casas-modelo para um residencial, que tinha Ruy Ohtake entre os arquitetos contratados, até Paraguai e Brasil.

Por causa da preocupação com o meio ambiente, diversos fatores e métodos sustentáveis são levados em consideração para a criação e concepção de um projeto. A análise do entorno; posicionamento; seleção de todos os materiais na fase de construção, com uso de itens ecológicos; utilização de materiais de construção locais, bem como mão-de-obra local; descarte adequado dos resíduos e encaminhamento dos que podem ser reaproveitados para a reciclagem; aproveitamento de energias renováveis como o vento pelo método de ventilação cruzada, placas fotovoltaicas; aquecedor solar para água; reaproveitamento de água da chuva; piso elevado e teto verde são os itens necessários para que uma casa criada por eles seja classificada como sustentável.

A preocupação com o meio ambiente é o que define o padrão seguido pelos arquitetos. Na "casa barco", por exemplo, foi levada em consideração a relação da arquitetura com a natureza, em uma proposta de abrigar e envolver o homem com o meio ambiente e ao mesmo tempo gerar sensações de liberdade e acolhimento conforme se caminha na linha do horizonte. Para isso, o diálogo entre o interior e o exterior foi fundamental para que se conseguisse levar ao visitante a sensação de que a casa é parte integrante do entorno,  conforme mostrado nas imagens contidas na galeria acima.

Quando questionado sobre essa interação entre arquitetura, natureza e o ambiente, presente na construção da casa barco em Ilhabela, André Pavan explicou que “a paisagem portuária é nítida, e nos leva a uma busca pela história da embarcação e sua importância ao local, onde pudemos descobrir novos olhares e sensações do homem para o mar, e do mar para o homem, fazendo com que a casa navegue em uma integração visual completa com a ilha, o canal e o continente”.

Apesar de ainda não trabalhar com nenhum tipo de selo de qualidade ambiental, a MDP Arquitetura segue os mesmos tipos de normas exigidas dentro do padrão de construções ecologicamente corretas. No futuro o estúdio deverá se adequar às certificações.

Os principais diferenciais entre uma residência sustentável e uma comum é que na primeira, você procura um baixo impacto ambiental e usa soluções que preservam o meio ambiente. Em uma casa tradicional isso não acontece, conclui Pavan, que sonha também em um futuro não distante, arquitetar um edifício residencial com conceito sustentável e poder fazer dele um monumento para a cidade de São Paulo.

Por Fernanda D'Addezio –  Redação CicloVivo

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