casa japonesa
Foto: Kaori Ichikawa
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Uma casa que cresce junto com a família. Foi esse o pedido dos clientes ao escritório japonês Ryuichi Ashizawa Architects & Associates, que decidiu projetar uma residência em formato de espiral – padrão bastante encontrado na natureza. O lar, que é cercado por vegetação, inclui a preocupação ambiental do chão ao teto. 

A Spiral Garden ou casa espiral foi construída em um terreno de 1.000 m2 na Ilha Awaji, em Hyogo, no Japão, para uma família de quatro pessoas. Vigas de madeira sustentam o telhado. De acordo com o escritório, cada parte da construção de madeira foi entalhada à mão por carpinteiros. O material está presente nas paredes, portas e móveis. 

Quase tudo na residência é revestido com terra local da ilha. O chão, por exemplo, adota uma técnica chamada de “Tataki”. Mais conhecido como um preparo da culinária japonesa, o Tataki é também um método construtivo tradicional de piso de terra batida. As paredes ganharam malha de bambu trançada e acabamentos de terra, que ajudam a armazenar o calor e controlar a umidade.

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A casa possui janelas em todos os lados – permitindo o constante contato com a vista exterior. Ao centro do lar, um cilindro com clarabóia garante a entrada de luz solar durante o dia. Quando aberta, também funciona como um túnel de ventilação natural.

Com um teto que mais parece um escorregador verde, diversas plantas podem ser cultivadas: contribuindo para resfriar o ambiente interior. A água da chuva irriga a vegetação e o excesso flui gradativamente para um lago construído no quintal, que serve como reservatório. O terreno ainda possui uma horta em espiral, forno ao ar livre e banheiro seco. Tudo remete à harmonia com a natureza. 

A forma não convencional da edificação é, segundo os arquitetos da Ryuichi Ashizawa, uma referência às casas locais da ilha Awaji, que são feitas de madeira e revestidas de terra. Além disso, aposta em uma “abordagem arquitetônica mais primitiva baseada na reunião familiar”. 

Com várias possibilidades de layout, alguns cômodos não possuem funções pré-determinadas e podem servir para fins diversos ao longo da vida. Em comum, todos os espaços parecem conectados pela circularidade, que estimula o convívio e as trocas.

Projeto: Ryuichi Ashizawa Architects & Associates
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