- Publicidade -
poluição plástico
Foto: Magda Ehlers | Pexels

Uma variante de enzima que decompõe garrafas plásticas rapidamente foi desenvolvida por engenheiros e cientistas da Universidade do Texas em Austin. Com a substância, o material se degrada em questão de horas ou dias.

- Publicidade -

Normalmente, o plástico leva séculos para se decompor. Este fato aliado ao descarte incorreto do plástico, a baixa taxa de reciclagem e o uso exacerbado de descartáveis conduziu a sociedade moderna ao gravíssimo problema de poluição plástica no mundo.

Para reverter este cenário, é preciso aplicar soluções abrangentes – em que a eliminação e redução do uso do plástico sejam parte do plano. Mas isso não impede que os pesquisadores sigam buscando por iniciativas mais rápidas e eficientes. É o caso da “comedora de plástico” criada no Texas que conseguiu decompor um plástico em menos de 24 horas.

- Publicidade -

Usando um modelo de aprendizado de máquina, cientistas da Escola de Engenharia Cockrell e da Faculdade de Ciências Naturais geraram novas mutações em uma enzima natural chamada PETase, que permite que as bactérias degradem plásticos PET.

O modelo tecnológico prevê quais mutações nessas enzimas atingiriam o objetivo de despolimerizar rapidamente resíduos plásticos pós-consumo em baixas temperaturas. O clima neste caso é importante para uma operação eficiente, portátil e acessível em escala industrial.

- Publicidade -

Ainda durante os testes, a enzima foi capaz de finalizar um ciclo completo de “quebrar” o plástico em partes menores (despolimerização) e depois juntá-lo quimicamente (repolimerização). 

Confira o vídeo da Universidade do Texas sobre a enzima que come plástico.

Foco no PET

O estudo usou 51 embalagens plásticas pós-consumo diferentes, cinco tecidos e fibras de poliéster diferentes e garrafas de água: todas feitas de PET.  Os pesquisadores comprovaram a eficácia da enzima, que foi batizada de FAST-PETase (funcional, ativa, estável e tolerante).

- Publicidade -

A pesquisa se concentrou na decomposição do PET (tereftalato de polietileno), pois trata-se de um polímero que representa 12% de todo o lixo global. O PET está presente em embalagens de biscoitos, garrafas de refrigerante, embalagens de frutas e saladas e certas fibras e tecidos. Ou seja, em grande parte dos invólucros de consumo.  

Reforço para a reciclagem

A rapidez com que a enzima decompõe o plástico pode contribuir futuramente para aumentar a reciclagem em larga escala. Isso permitiria que grandes indústrias reduzissem seu impacto ambiental recuperando e reutilizando plásticos em nível molecular. Seria um grande reforço para a eliminação de bilhões de toneladas de resíduos plásticos que se acumulam em aterros sanitários e oceanos. 

“As possibilidades são infinitas em todos os setores para alavancar esse processo de reciclagem de ponta”, diz Hal Alper, professor do Departamento de Engenharia Química McKetta da Universidade do Texas.

- Publicidade -

“Além da óbvia indústria de gerenciamento de resíduos, isso também oferece às empresas de todos os setores a oportunidade de liderar a reciclagem de seus produtos. Por meio dessas abordagens enzimáticas mais sustentáveis, podemos começar a vislumbrar uma verdadeira economia circular de plásticos”, completa. 

A descoberta foi publicada na Nature, em inglês

LEIA TAMBÉM

- Publicidade -