meditação
Foto: Madison Lavern | Unsplash
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Muito difundida no Oriente, a prática da meditação vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo. Durante a pandemia, especialmente, o número de pessoas que começou a meditar para combater problemas como estresse, solidão, insegurança e ansiedade cresceu muito.

“A ciência já comprovou que a meditação é eficiente contra o estresse, que melhora a memória e o raciocínio confuso, aumenta a disposição, a concentração e ajuda as pessoas a encontrarem o equilíbrio emocional”, explica Catia Simionato, do portal Ser Felicidade.

Uma pesquisa divulgada em julho deste ano revelou que mostrou que, no primeiro ano da pandemia, 61,7% dos brasileiros entrevistados fez uso de alguma Prática Integrativa e Complementar (PIC), como yoga, fitoterapia, reiki, aromaterapia e meditação, entre outras.

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Junto com a fitoterapia, a meditação liderou o ranking entre os entrevistados, com um percentual de 28% de usuários entre os pesquisados.

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Foto: Pixabay

A meditação é acessível, já que não depende de equipamentos e pode ser conduzida individualmente, apesar de existirem grupos e técnicas de meditação guiada que também são bastante populares. No entanto, muitas pessoas relatam dificuldade em meditar – o que exige realmente alguma prática.

“Muita gente acha que meditação é algo complicado. Só a palavra meditação já assusta e acham que não sabem ou não conseguem meditar”, explica Catia.

O que é meditação?

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não é necessário não limpar a mente de qualquer pensamento para meditar. Basicamente, meditação é o nome que se dá quando a gente não está dando atenção aos próprios pensamentos.

“A primeira coisa a notar é que os pensamentos acontecem. Pensar não exige uma ação da nossa vontade. A gente está andando por aí e, de repente, os pensamentos simplesmente aparecem. Às vezes nem queremos pensar em algo, mas os pensamentos voltam o tempo todo. Os pensamentos podem nos deixar nervosos, com medo, ansiosos e atormentados.

“Durante a meditação, paramos de pensar no passado e no futuro, como acontece o tempo todo, e ficamos mais atentos ao momento presente. Esse é o segredo da meditação.”

Catia Simionato

A meditação é uma prática que nos afasta temporariamente dos nossos pensamentos, colocando nossa atenção em outra coisa, como a respiração”, acrescenta a terapeuta. Uma imagem sugerida por alguns especialistas é visualizar os pensamentos como nuvens que vem e vão, mas que não permanecem. OU seja, você não precisa eliminar seus pensamentos, mas não colocar sua energia neles.

9 dicas para meditar

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Foto: Mor Shani | Unsplash

1. Respire

Meditação significa tirar a atenção da enxurrada de pensamentos da mente e colocar a atenção em outra coisa. O mais simples de qualquer meditação é simplesmente direcionar a atenção para a respiração. “Isso coloca a pessoa no momento presente e, quando isso acontece, a mente tende a desacelerar e até silenciar completamente”, destaca a terapeuta.

2. Descanse

Não vá meditar se você estiver muito cansado, pois você pode acabar dormindo. Descanse bem antes. “Meditação é para a gente acordar, e não para dormir”, diz Cátia.

3. Vá com calma

Principalmente para iniciantes: não exija demais de você. Comece com alguns minutos. Não é fácil tirar a atenção da mente. Comece praticando de um a três minutos nas primeiras sessões, colocando toda a sua atenção na sua respiração. Quando você ficar confortável, dias depois, aumente para 5, depois para 7 e assim sucessivamente.

4. Movimente-se

Se você é agitado demais para praticar a meditação tradicional, parado, que é chamada de meditação passiva, tente a meditação ativa, que é quando você está em movimento fazendo algo, como lavando louças ou caminhando. “Eu mudei a minha vida praticando uma caminhada meditativa todas as manhãs”, revela Catia Simionato.

Na caminhada meditativa, a dica é caminhar diariamente por qualquer lugar uns 10, 15 ou 20 minutos, prestando muita atenção no que encontra pelo caminho, como se fosse a primeira vez que a pessoa vê tudo aquilo. Isso vai tirar a atenção da mente e levar para as coisas ao seu redor.

5. Gentileza

Seja gentil consigo mesmo. “Durante a meditação, a sua mente logo vai começar a criticar a forma como você medita, te dizendo que você precisa meditar melhor. Não caia nesses pensamentos. Durante a meditação, trate-se como uma criança pequena que está aprendendo alguma coisa. Tenha paciência”, alerta a especialista.

6. Viaje

“Nas meditações guiadas, é comum o profissional que está guiando a meditação, pedir para as pessoas imaginarem algo ou que estão em determinado lugar, como um caminho cheio se árvores. Nessa hora, muitas pessoas dizem que não conseguem ver nada”, conta a terapeuta. Aqui a dica é: não é para você realmente ver nada com seus olhos, mas simplesmente imaginar aquilo e, nesse caso, a mente pode ajudar. “Se eu te disser ‘pense num abacaxi’, a sua mente vai imediatamente te mostrar um abacaxi. É assim, simples, que funciona”, exemplifica Catia.

7. Sente-se

Existem dúvidas sobre a melhor posição para meditar. “Pela minha experiência eu não recomendo que a pessoa tente meditar deitado porque, desse jeito, ela relaxa e há um condicionamento mental para dormir nessa condição”, diz Catia. Segundo ela, o corpo deve estar relaxado, porém não deitado. Há também outro ponto importante, que remete às mais antigas tradições da meditação no Oriente: sentado, todos os centros de força (chacras) tendem a se alinhar e formar um fluxo de energia que facilita a meditação.

8. Silencie

Se você está em um local barulhento, saiba que é possível meditar nessas condições. “O externo não tem nada a ver com meditação. Eu aprendi a meditar, aos 13 anos, no mais absurdo barulho, com rádio ligado o tempo inteiro e do lado da oficina mecânica do meu pai. Então, não importa o que esteja acontecendo fora, o silencio deve ser interno”, recorda.

9. Sintonize

Algumas frequências musicais ajudam a induzir à meditação, como as de 528 Hz – umas das frequências de Solfeggio, escala de seis tons popularmente utilizada pela Igreja Católica em alguns hinos e, principalmente, no Canto Gregoriano. Esta frequência também é chamada de frequência do amor e contribui para tornar as ondas cerebrais maiores, saindo das ondas Beta (que é o normal no nosso dia a dia) e indo para as ondas Alfa, que são responsáveis por um estado de relaxamento profundo.

Neste vídeo, Catia Simionato dá mais algumas dicas dicas simples sobre meditação:

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