Procrastinar é a “arte” de adiar. O hábito de deixar as coisas para depois tem sido estudado por pesquisadores há séculos. As pesquisas sobre o tema mostraram que a prática da procrastinação pode estar diretamente ligada aos déficits de atenção, mas também pode ocasionar malefícios mais graves à saúde.

A procrastinação é um problema crônico para até 20% da população mundial. Esta rotina do adiamento resulta em doenças físicas e mentais de longo e curto prazo, além de deixar as pessoas menos capazes de alcançar metas de trabalho e de vida.

Diversos estudos demonstram que este vício é mais comum e grave em pessoas com alta impulsividade e baixo autocontrole. Entre as descobertas está o fato de que procrastinadores também têm uma tendência maior a desenvolver problemas de atenção.

Um estudo realizado em 2000, conduzido pelo professor Joseph Ferrari, da Universidade DePaul, em Chicago, mostrou que o adiamento dos afazerem costuma ser feito, principalmente, quando está relacionado a assuntos importantes. Durante o experimento, o pesquisador colocou os voluntários diante de testes que teriam consequências e, mesmo assim, a tarefa era procrastinada. Este resultado demonstrou um comportamento autodestrutivo em relação às obrigações e a si mesmo.

Deixar para depois é uma atitude que tende a gerar malefícios à vida profissional e educacional. “Os procrastinadores acabam sofrendo mais e executando as tarefas piores do que outras pessoas”, explicou a Dr. Diane Tice, da Universidade Estadual da Flórida.

Os estudos também relacionaram o hábito à saúde física. Uma pesquisa realizada no departamento de psicologia da Universidade de Carleton, no Canadá, identificou que os procrastinadores costumam deixar para depois até mesmo os cuidados com a própria saúde. Esse fato pode atrasar tratamentos, aumentar o estresse e reduzir a sensação de bem-estar. Para os pesquisadores, as pessoas que adiam coisas importantes em outras partes da vida, também tendem a fazê-lo quando se trata de saúde.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.