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Foto: Jamie Brown | Unsplash
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Uma dieta com menos proteína animal ajuda a diminuir o impacto ambiental causado pela agropecuária e pode ser fundamental para combater a crise climática. Deixar de comer carne também pode ajudar a melhorar a nossa saúde. Mas, um novo estudo, mostra que esta escolha pode estar relacionada também com a nossa percepção de felicidade.

Pesquisadores americanos entrevistaram 11.537 pessoas nos Estados Unidos e descobriram que os veganos são na verdade mais felizes do que os onívoros, colocando-se em 7,27 em uma escala de 1 a 10 em termos de felicidade pessoal. Comedores de carne, por outro lado, têm uma classificação de felicidade média de 6,80, fazendo uma diferença de 7%.

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Um outro dado interessante é que, entre os que não são veganos, as pessoas mais felizes são as que têm maior probabilidade de se tornarem veganas no futuro. A pesquisa descobriu que, dos 8.988 comedores de carne pesquisados, “aqueles que relataram índices de felicidade mais elevados tinham maior probabilidade de adotar uma dieta 100% vegetal no futuro”. 

No entanto, essas transições tendem a ocorrer mais cedo na vida; pessoas mais velhas têm menos probabilidade de adotar uma dieta vegana, pois se acostumaram a uma certa maneira de comer.

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“Não é de se admirar que os veganos sejam mais felizes”, disse Mimi Bekhechi, vice-presidente de Programas Internacionais da PETA, em resposta aos resultados do estudo. “Ao poupar o sofrimento dos animais, ajudando a salvar o planeta e melhorando sua própria saúde, os veganos podem desfrutar de paz de espírito e de uma consciência limpa.”

Por que o veganismo?

Os motivos que levaram as pessoas a escolher o veganismo ou o vegetarianismo também foram analisados. Aproximadamente um terço (32%) faz isso pelo meio ambiente, seguido pela preferência pessoal e depois pela crueldade contra os animais. 

Aqueles que o fazem por motivos ambientais relatam a maior felicidade, com uma pontuação média de felicidade de 7,72. Pessoas que são veganas para combater a crueldade contra os animais são as menos felizes, com uma avaliação média de 6,77. Talvez eles se sintam mais afetados pelo sofrimento dos animais.

Foto: Anna Pelzer | Unsplash

Uma tendência crescente

De acordo com os pesquisadores, o mundo está cada vez mais receptivo ao veganismo. A afirmação tem como base a relação inversamente proporcional entre a idade dos entrevistados e a probabilidade da adoção de uma dieta sem carne: quanto mais jovens, mais as pessoas declaram que podem se tornar veganas no futuro.

Francine Jordan, porta-voz da Vegan Society “O veganismo não é mais retratado como um estilo de vida incomum; é fácil e acessível. Você pode entrar em qualquer supermercado e ser saudado por uma grande variedade de produtos à base de plantas ou entrar em qualquer restaurante e ser presenteado com um menu vegano empolgante. Nunca houve foi uma época melhor para ser vegano e é ótimo ver que os veganos também estão muito mais felizes!”

Foto: Derek Owens | Unsplash

Deixar de consumir carne e produtos de origem animal é uma escolha pessoal. Para quem não considera esta mudança de forma permanente, é possível tentar diminuir o consumo e avaliar o impacto desta escolha. Quem sabe, esta pesquisa seja mais um incentivo para que as pessoas experimentem uma nova dieta.

Realidade

Apesar destes resultados, o consumo de carne nos Estados Unidos não mostra sinais de desaceleração, mesmo com a pecuária sendo apontada como responsável por grande parte das emissões globais de gases de efeito estufa, uso e contaminação da água, aumento da resistência aos antibióticos e disseminação de doenças. 

No Brasil, o consumo de carne caiu muito. Mas é importante ressaltar esta alteração está em grande parte relacionada ao aumento do produto e à crise econômica do país.

Com informações de Tracking Happiness

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