No dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Consumo Consciente. A comemoração de um dia direcionado aos consumidores e à prática do consumo pode ser uma oportunidade de causar reflexão. Tudo o que as pessoas negociam, vestem, comem e compram está ligado ao consumo e tem impacto direto na vida das pessoas e também no meio ambiente.

Durante muitos anos esse cuidado foi ignorado. Com a implantação do sistema capitalista em quase todo o planeta e também graças à revolução industrial, que permitiu a produção em larga escala, o consumo nunca mais foi o mesmo. Por diversos motivos e sob várias influências, muitas pessoas se tornaram mais consumistas e com o passar dos anos adquirir bens e produtos desnecessários se tornou sinônimo de status e posicionamento social.

Com a sustentabilidade em alta e a preocupação de ativistas e governo em relação aos impactos gerados por causa do consumo desenfreado, o tema começa a ganhar um novo formato. Os discursos publicitários, que antes incentivavam um consumo às cegas, hoje têm que disputar espaço com campanhas que incentivam as pessoas a raciocinarem ao invés de fazerem compras apenas por impulsos.

O consumo consciente pode ser aplicado em todas as esferas, desde a compra de um alimento até a escolha de um imóvel. Analisar e optar por produtos que sejam feitos com maior cuidado ambiental e respeito social é um ponto. Escolher eletrodomésticos mais econômicos é outro, mas ainda existem diversas maneiras de aplicar a sustentabilidade nas relações comerciais.

O que é preciso entender para disseminar a cultura do consumo consciente é o fato de que todas as coisas que nós compramos ou usamos têm impactos no meio ambiente. Por exemplo, a fabricação de uma simples camiseta de algodão pode lançar na atmosfera quatro quilos de dióxido de carbono, isso sem contar a quantidade de água utilizada nesse processo. Atentar para a maneira como os produtos são feitos também é um ponto importante para evitar mão-de-obra escrava ou uso de matérias-primas de fontes ilegais.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.