A tradicional queima de fogos de réveillon, que para os humanos é um momento de felicidade e descontração, pode trazer riscos aos animais domésticos. Por isso, é preciso que as famílias estejam atentas à sua sensibilidade em relação aos estouros provocados pelos fogos de artifício.

Por terem uma audição extremamente aguçada, é comum os animais apresentarem um comportamento agitado e sinais de pânico. Existe a possibilidade de fugirem, e assim ficarem perdidos ou sofrerem atropelamentos. Há, ainda, riscos como de enforcamento com a própria coleira, acidentes em janelas e portas, quedas de locais altos, como varandas de apartamentos, sem contar o perigo de queimaduras. Alguns animais apresentam até convulsões, sendo os cães os mais sensíveis da lista. Todos esses fatores podem levar o animal a óbito – por isso a atenção nesse período deve ser redobrada.

“Quem cuida de animais, principalmente os que vivem em locais urbanos, deve prestar muita atenção. Quando em pânico, o animal se sente desorientado e tende a correr sem destino. Em datas comemorativas, é difícil encontrar atendimento emergencial disponível caso haja acidentes”, aponta o ativista em proteção animal, Feliciano Filho.

Para evitar o sofrimento dos animais, Feliciano aponta alguns cuidados que irão garantir sua segurança e bem-estar:

1. Mantenha os dados atualizados do animal na coleira. Endereço e telefone são sempre úteis e ajudam a encontrar o dono, caso o animal se perca.

2. Acomode os animais em ambientes em que já estejam acostumados, para que se sintam em segurança.

3. Feche portas e janelas.

4. Verifique se os abrigos dos animais estão bem fechados.

5. Evite ter muitos animais em um mesmo abrigo, especialmente cães, para que não haja brigas.

6. Acostume, aos poucos, os animais ao barulho. Leve-os para perto da TV ou do rádio e aumente o som devagar. Assim, ele não será surpreendido de forma inesperada com o barulho dos fogos.

7. Evite deixá-los amarrados para não provocar enforcamento.

8. Em casos extremos, alguns veterinários indicam o uso de tampões de algodão nos ouvidos. Nesse caso, é preciso atenção ao tamanho desses tampões, para que não entrem no duto auditivo do animal.

9. Nunca medique o animal sem orientação do veterinário.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.