Em diversos países o uso de flores comestíveis já é uma prática comum. No Brasil, o seu uso na gastronomia vem se popularizando dia após dia. Essa tendência se dá principalmente através da utilização feita por chefs que as usam para colorir e ornamentar suas criações deixando os pratos com uma apresentação impecável. Contudo, para experimentar não é necessário ir a restaurantes. Hoje, já é possível encontrar as flores em feiras e supermercados. E, além disso, é possível cultivá-las em pequenos jardins e até mesmo dentro de casa.

É importante destacar, contudo, que nem todas as flores são utilizadas para fins gastronômicos e por isso é necessário saber quais são as melhores opções para esse fim. Roberto Lee, Gerente de Desenvolvimento de Produtos da ISLA Sementes, pioneira na América Latina no desenvolvimento, produção e comercialização de sementes, observa que existe uma grande variedade de flores comestíveis. “Na ISLA temos mais de 30 espécies diferentes cada uma com sabor característico que deve ser levado em conta na hora da escolha”, explica ele. “O importante é plantarmos nossas próprias flores, compra-las em lojas especializadas ou hortifrúti para não ter erro do que pode, ou não, ir para o prato” alerta.

Segundo o especialista, as mais procuradas para fins gastronômicos são: Amor Perfeito; Capuchinha; Tagete, Caliopsis, entre outras. Cada uma delas confere sabores diferentes aos pratos e por isso é importante pesquisar antes de consumir. “As begônias tem sabor ácido parecido com limão. Já as capuchinhas dão um toque picante e levemente apimentado (lembra o agrião). As flores de abóbora são adocicadas; O amor-perfeito, além de decorar e colorir pratos, tem sabor adocicado inigualável; a calêndula é picante e muito usada como açafrão; a cravina que lembra cravo-da-índia é também levemente adocicada e, para finalizar, tem os girassóis com sabor agridoce. Isso para citar alguns exemplos”, dá a dica.

Kaki Melo, hoje responsável pela concepção de cardápios de seu catering e atuante no segmento hoteleiro como crítica gastronômica, diz que sempre insere flores comestíveis na criação de pratos e garante que são um sucesso. Ela frisa que além da plástica linda que elas emprestam aos pratos elas possuem sabores peculiares que dão mais assinatura as criações.

Outro ponto a ser levado em consideração é o valor nutricional. “Estudos apontam sua excelente composição nutricional e a presença de compostos fenólicos, a exemplo dos flavonoides e dos carotenoides”, afirma a nutricionista Isabel Vieira que também dá dicas de pratos que podem ser feitos em casa utilizando as flores.

salada_flores
Foto: Divulgação Isla Sementes

Salada deliciosa de folhas com amor-perfeito:

Ingredientes:

2 folhas de alface americana

½ prato fundo de rúcula

½ prato fundo de agrião

1 fatia de manga

8 tomates cereja

1 palmito

10 pétalas de amor-perfeito

Gergelim preto

Molho:

2 colheres (sopa) de azeite de oliva

1 colher (sobremesa) de suco de limão

1 colher (sobremesa) de água

Pitada de sal e pimenta caiena

Modo de preparo:

Higienizar bem as folhas em solução de água (1 litro) com hipoclorito de sódio (1 colher de chá). Secar as folhas e rasgar a alface americana em seis. Picar a manga e o palmito em cubos e o tomate cereja em quatro partes. Fazer uma cama com as folhas, colocar a manga, o tomate e o palmito por cima. Salpicar as pétalas de amor-perfeito e o gergelim preto por cima. Misturar todos os ingredientes do molho, ajustando o sal e a pimenta e despejar por cima da salada.

 

Sopa de batata baroa com shitake e Capuchinha

Ingredientes:

1,5 kg de batata baroa (mandioquinha)

150 g de shitake

1 cabeça de alho triturada

Ricota temperada com capuchinha triturada

Azeite, cebolinha e sal a gosto

Modo de preparo:

Descascar as batatas e cozinhar até ficar bem macio com água o suficiente para cobrir;

Depois de cozinhar, bater no liquidificador e reservar;

Fatiar o shitake em lâminas finas e refogar com alho e sal e reservar;

Refogar o alho no azeite, acrescentar a batata batida e metade do shitake;

Acertar sal e colocar pimenta do reino;

Finalizar colocando a ricota, umas fatias de shitake e Capuchinha em cima.

(Receitas elaboradas pela nutricionista Isabel Vieira – CRN 14100520)

Para mais informações acesse o site da Isla Sementes.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.