- Publicidade -

Revogação de normas ambientais pode comprometer recuperação de florestas em SP

ONGs se disseram “perplexas” com a revogação que pode prejudicar a restauração florestal.

Entidades e redes ligadas à defesa do meio ambiente e que monitoram a lenta regularização do Código Florestal – modificado há três anos no Congresso Nacional – enviaram uma Carta Aberta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, protestando contra a revogação de uma Resolução da Secretaria de Meio Ambiente que detalhava regras para a realização do Programa de Regularização Ambiental (PRA) do Estado.

- Publicidade -

O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e o Observatório do Código Florestal se disseram “perplexos” com a revogação, que pode prejudicar o cumprimento dos compromissos de restauração florestal assumidos por São Paulo na COP 21.

As entidades que assinam a carta têm desenvolvido vários projetos de conservação, manejo e recuperação dos recursos naturais. As áreas reflorestadas por algumas destas organizações somam mais de 50 mil hectares.

- Publicidade -

Baseadas em sua própria experiência de restauração, feita sempre com várias parcerias, como proprietários rurais, comunidades e universidades, elas defendem pontos que estavam contidos na Resolução revogada menos de uma semana depois de sua publicação. O principal é que as propriedades do Estado com déficit de Reserva Legal (percentual mínimo de vegetação nativa obrigatório em todas as propriedades rurais) sejam obrigadas a compensar o déficit em bacias de estados vizinhos, contribuindo para a segurança hídrica em São Paulo.

Na carta, redes e entidades também defendem que o governador defina critérios específicos para dispensa de recomposição, compensação ou regeneração de desmatamento em margens de rios, nascentes e topos de morros (Áreas de Proteção Permanente) e de Reservas Legais.

- Publicidade -

Além disso, as organizações reivindicam do governador Geraldo Alckmin os incentivos econômicos que o Código Florestal previa que fossem criados para facilitar a adequação das propriedades rurais ao Código, assim como o estímulo a aplicação de boas práticas para conservação do solo e da água, via assistência técnica e incentivos aos produtores.

Por fim, é cobrado um processo de debate e consulta à sociedade, feito com representatividade, mas sem atrasar ainda mais o processo de implementação da lei florestal.

As informações são do Greenpeace.

- Publicidade -