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O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) divulgou, na última semana, a íntegra do relatório “Special Report on Renewable Energy Sources and Climate Change Mitigation (SRREN)”, que trata sobre as energias renováveis e mitigação das mudanças climáticas e tem como um de seus autores principais Sven Teske, funcionário do Greenpeace.

Os dados apresentados no mês de maio foram satisfatórios. O estudo revelou que para manter a concentração de gases de efeito estufa (GEE) abaixo de 450 partes por milhão (ppm), as fontes renováveis supririam 77% do consumo mundial de energia nas próximas décadas com um custo anual de apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Mesmo com este quadro positivo, diversos grupos questionaram a veracidade das informações, já que um dos autores a elaborar o relatório, Teske, tem interesse em promover as fontes renováveis.

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De acordo com o jornalista Mark Lynas, “o autor deveria ter sido identificado (mas não foi), como ativista do clima e energia, do Greenpeace Internacional. Pior ainda, ele é um dos principais autores do relatório do IPCC – isso significa que este ativista não foi apenas embutido no próprio IPCC, mas estava promovendo seu trabalho de campanha próprio, sob a capa da autoridade e confiável IPCC.”

Bob Ward, político e diretor de comunicações do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudança Climáticas e Meio Ambiente na London School de Economia e Ciências Políticas, defendeu o IPCC, mas salientou que as críticas são válidas. “A entidade deve deixar claro como escolhe os estudos que vão fazer parte dos seus relatórios, para que não existam acusações de conflito de interesses”, disse ele.

Até agora o IPCC não se manifestou sobre o caso. 

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