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mata atlântica
Foto: Adriano Gambarini | WWF-Brasil

Houve queda na perda de cobertura de vegetação nativa em quase todos os biomas do país ao longo de 2024. A informação, que já havia sido divulgada, foi confirmada pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) após a consolidação dos dados do sistema de Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa (PRODES).

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O INPE salienta que, embora se refiram ao ano de 2024, os dados integram a série histórica oficial do PRODES e são fundamentais para a análise de tendências de médio e longo prazo do desmatamento no Brasil. Essas informações complementam os resultados mais recentes já divulgados para anos posteriores e subsidiam a avaliação contínua da efetividade de políticas públicas ambientais.

Zerar o desmatamento é fundamental para enfrentar a crise climática no Brasil e no mundo. As emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 16,7% em 2024, por exemplo, devido sobretudo ao controle do desmatamento no país. Mas ainda há muito por fazer.

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“A ciência, conforme demonstrado no Pavilhão de Ciência Planetária, na COP30, indica que diversos biomas brasileiros — como a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga e o Pantanal — estão próximos do ponto de não retorno”, alerta o cientista Carlos Nobre. “Perder esses biomas significaria não apenas aumentar as emissões de gases de efeito estufa, principal fonte de emissões no Brasil, mas também comprometer a biodiversidade e a produção de alimentos”, completa.

A porta-voz da Frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Ana Clis Ferreira, ressalta que “é fundamental estabelecer salvaguardas permanentes e institucionalizadas, que não dependam de ciclos ou disposição governamental”.

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Panorama do desmatamento nos biomas brasileiros

O Inpe divulgou os dados consolidados com o panorama do desmatamento nos biomas brasileiros monitorados. Na contramão da redução, o bioma Caatinga e Pantanal apresentaram aumento do desmatamento em 2024. Confira abaixo em detalhes:

Em novembro de 2024, os dados do PRODES indicaram que a supressão de vegetação florestal na porção brasileira do bioma Amazônia apresentou redução de 28,09% entre 2023 e 2024. Nas áreas cobertas por vegetação não florestal do bioma Amazônia, o incremento de supressão da vegetação natural em 2024 foi de 554,04 km², o que representa uma redução de 5,27%.

Amazônia
Amazônia. Foto: Thiago Borazanian

No bioma Cerrado, a queda no mesmo período foi de 25,76%.

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No bioma Mata Atlântica, foram mapeados 475,18 km² de supressão de vegetação nativa em 2024, o que corresponde a uma redução de 37,89% em relação a 2023, quando foram registrados 765,17 km². Este foi o menor valor observado na série histórica do PRODES Mata Atlântica, iniciada em 2001.

O bioma Pampa (Campos Sulinos) registrou, em 2024, um incremento de supressão de vegetação nativa de 523,14 km², o que representa uma redução de 20,08%. Assim como na Mata Atlântica, este foi o menor valor registrado desde o início da série histórica.

Em contraste, o bioma Caatinga apresentou aumento de 9,93% da supressão de vegetação nativa em 2024. Já o Pantanal foi o bioma com o maior aumento relativo de supressão em 2024, totalizando 842,44 km², o que representa um crescimento de 16,5% em relação ao valor observado em 2023 (723,13 km²).

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Os dados completos estão disponíveis no Portal TerraBrasilis do INPE.