É isso que mostra uma pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Mas, será que a taxa de crescimento populacional também não aumentou? Sim, entretanto o percentual no mesmo período foi de apenas 6%.

O estudo mostra a situação da gestão dos resíduos após a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Uma das medidas define responsabilidades quanto ao descarte de lixo, porém só ano passado mais de 40% do lixo gerado foram despejados em lixões e aterros. Apesar dos aterros serem locais mais adequados para o descarte, eles estão longe de serem a solução para o problema do lixo. Para o presidente da Comissão de Gestão Ambiental do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Carlos Alberto Júnior, alternativas como a reciclagem devem ser buscadas.

O especialista também critica a falta de comprometimento enquanto cidadãos. “Apesar da lei, pouco se avançou no Brasil em relação ao descarte correto dos resíduos sólidos. Em 2012 os municípios deveriam, segundo o artigo 55 da lei, ter entregado aos estados os planos de gestão integrada dos resíduos sólidos, com o mapeamento dos rejeitos produzidos, os riscos e os destinos dos mesmos. A localidade que não cumprisse a determinação perderia verbas provenientes da União, porém o que se sabe é que nem todos atenderam a essa exigência”, afirmou. “A preocupação com o meio ambiente deveria ser mais consciente, partindo de cada cidadão, que tem responsabilidade com o lixo que gera e o que acontece com ele”, concluiu o presidente da Comissão de Gestão Ambiental.