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A poluição da água tem representado um perigo para a população de aves. Os pesquisadores acreditam que os compostos dos metais tóxicos que entram na cadeia alimentar podem afetar a sexualidade das espécies, tornando-as gays e causando redução na prole. Este é o primeiro estudo científico realizado para demonstrar como os poluentes alteram as preferências sexuais dos animais.

Segundo informações publicadas no jornal britânico Daily Mail, os cientistas descobriram que mesmo níveis relativamente baixos de metilmercúrio na dieta de machos da espécie íbis branco (Eudocimus albus), os animais acabam pareando com outros machos, esnobando as fêmeas.

O metilmercúrio é um metal líquido à temperatura ambiente, mais conhecido como mercúrio. As indústrias têm despejado este metal no meio ambiente por anos, por isso ele chega a poluir também as águas subterrâneas.

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Peter Frederick, da Universidade da Flórida, nos EUA, capturou 160 íbis branco jovens e deu-lhes comida contaminada com metilmercúrio. As aves foram divididas em quatro grupos. Um grupo comeu alimentos com 0,3 partes por milhão (ppm) de metilmercúrio, quantidade que a maioria dos estados americanos consideram elevada para o consumo humano.

O segundo grupo foi alimentado com 0,1 ppm, e o terceiro com 0,05 ppm, uma dose baixa a que as aves selvagens são expostas frequentemente. Para o quarto grupo não foi dada a substância. Todos os três grupos que receberam metilmercúrio tinham significativamente mais machos homossexuais do que o grupo controle. Pares entre machos cortejaram, construíram ninhos juntos e emparelharam por várias semanas.

Doses mais altas aumentaram o efeito, 55% dos machos, do grupo de 0,3 ppm, foram afetados. "Sabíamos que o mercúrio poderia diminuir seus níveis de testosterona", explica Frederick. Mas não esperávamos este resultado. Na pior das hipóteses a reprodução cairá 50%. Para o pesquisador é possível que outras espécies sejam afetadas da mesma mesma maneira pelo metal líquido.

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