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A Funai identificou um novo grupo de índios isolados na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas. A Fundação avistou o povo, ainda desconhecido em uma expedição área, mas o órgão decidiu não entrar em contato.

Atualmente, grande parte dos índios moram nas cidades, usam celular e não dependem da caça e da pesca para sobreviver. O chamado “índio urbano” está em muitos lugares, desempenhando seu papel de cidadão. Mas, engana-se quem pensa que o indígena cara-pintada é coisa do passado. Ainda há grupos isolados vivendo em regiões escondidas, tanto no Brasil, como em outros países.

Em abril, a Funai realizou uma expedição pela qual avistou um grupo de índios que nunca tiveram contato com “homem branco”. Por satélite, eles já haviam identificado três clareiras, mas a confirmação da existência do grupo isolado só foi obtida com a expedição. Ao sobrevoar a região, os expedicionários puderam ver também que os índios moravam em quatro grandes malocas (espécie de cabana comunitária utilizada pelos nativos).

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O comunicado oficial da fundação, divulgado na semana passada, informou que a estimativa é de 200 pessoas vivendo no local. A Funai observou a plantação de milho e o estado da palha, e chegaram a conclusão que tanto a roça quanto as malocas são de no máximo um ano.

Já foram identificados, pelo órgão de proteção aos índios, 14 grupos isolados, só no Vale do Javari. Porém este número deve aumentar, já que o levantamento está em reformulação.  Mais de 90 indícios de ocupação territorial desses grupos já foram localizados entre 2006 e 2010.  Por este fato, acredita-se que haja duas mil pessoas na Terra Indígena do Vale do Javari. 

Dos 720 mil índios do país, há mais de 50 mil vivendo nas cidades brasileiras, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Até o momento, a Funai acredita que o grupo pertença à família linguística Pano, existente na Amazônia brasileira, peruana e boliviana. A Funai preferiu não tentar nenhuma aproximação com a tribo. Esta foi a solução encontrada pelo órgão do Governo para preservar os índios de doenças e de possíveis mudanças de hábitos. Hoje são feitas observações ao longe para estudar suas características e demarcar áreas adequadas à sobrevivência do grupo. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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