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Todos sabem que a poluição gerada pelo homem está tornando a Terra mais quente. Porém novos estudos revelam que a ação humana não é a única culpada pelo aquecimento global. A natureza também contribui para o processo. O mar, as nuvens, e até mesmo as plantas são suspeitas de interferir e aumentar os efeitos do CO2.

Em novembro de 2009, um episódio conhecido como Climagate gerou grande polêmica mundial e colocou em descrédito cientistas e estudos relacionados às mudanças climáticas. Para aqueles que não acreditam no aquecimento global ou que ele seja causado pela ação humana, tirou isso como prova. Para os que acreditavam, foi uma grande decepção. Alguns cientistas foram acusados de manipulação de dados, porém ficou comprovado que esta manipulação era somente uma técnica de estatísticas válida e aceita pela ciência quando poucos números se diferenciam dos demais.

Sabemos que o CO2 é responsável pelo “bom efeito estufa”, que é de vital importância e que sem ele a Terra seria fria. O aumento exagerado de sua concentração é o que gera um desequilíbrio energético no Planeta, conhecido como: aquecimento global. O que muitas pessoas não sabem é que o aumento da concentração deste gás causa diversas alterações em organismos aparentemente inofensivos, piorando ainda mais o aquecimento global.

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Para exemplificar temos a água, fonte de vida, que em seu estado sólido ajuda a resfriar o planeta. Com o aquecimento global o gelo dos pólos está derretendo; diminuindo, portanto, sua a capacidade de refletir os raios. Além disso, o gelo derretido aumenta o nível dos oceanos, que por sua vez absorve a radiação e fica mais quente, resultando na evaporação da água. Em forma de gás, a água, tem capacidade de retenção de calor quase tão potente quanto o CO2 para o efeito estufa.

Estimativas feitas pelo climatologista Richard Linzen do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), apontam que a cada grau de aquecimento global causado pela emissão de CO2 poderia adicionar até 0,7 ºC pelo vapor d’água. Um estudo produzido pela equipe da cientista Susan Solomon, da Noaa (agência do governo dos EUA que estuda os oceanos e a atmosfera), demonstrou, que a quantidade de vapor d’água na estratosfera disparou nos anos 90 e foi responsável por quase 30% do aquecimento global ocorrido nessa década.

A água também tem a capacidade de formar nuvens, por um lado, se localizadas na baixa atmosfera, elas refletem os raios solares por serem brancas aliviando o aquecimento. Porém, na alta atmosfera, a mais de 6 km do solo, as nuvens estimulam o efeito estufa, rebatendo calor de volta para a Terra, explica o climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O sol é mais um dos fatores naturais que podem influenciar as mudanças climáticas. Isso acontece devido ao fato dele trabalhar de forma inconstante, alternando fases de atividade mais e menos intensa, deixando a quantidade de radiação que chega à Terra inconstante, mudando o clima.  Estes ciclos de intensidade do sol se encontram, atualmente, na fase menos intensa, mas a NASA (National Aeronautics and Space Administration) prevê que em 2013 a atividade volta a aumentar.

O cientista atmosférico Long Cão, da Universidade de Stanford, constatou que as plantas estão sofrendo alterações fisiológicas pelo aumento da concentração de CO2. Durante o dia elas fazem a fotossíntese absorvendo o CO2 da atmosfera e durante a noite ocorre o processo de transpiração e as plantas tiram calor do próprio organismo e resfriam a superfície terrestre. Em ambientes mais quentes, onde há pouca água disponível, as plantas evitam a intensa transpiração. De acordo com estudos realizados nesta universidade, o excesso de CO2 faz com que as plantas transpirem menos, resfriando menos a Terra. Conforme estudo, a falta de transpiração nas plantas é responsável por 16% do aquecimento global em algumas regiões do globo, como partes da América do Norte e da Ásia. “Os efeitos fisiológicos das plantas precisam ser levados em consideração nas projeções climáticas”, diz Cao.

No Canadá, estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Calgary perceberam que o aumento de CO2 faz com que as plantas saiam de sua atividade normal. Esse estresse faz com que estes organismos liberem metano, gás que possui um poder calorífico 21vezes mais intenso que o CO2.

Os aerossóis, considerado um tipo de poluição, possuem a capacidade tanto de retenção de calor, como de reflexão, dependendo de sua origem, e podem ocorrer de maneira natural por erupções vulcânicas, tempestades de areia ou pó, incêndios florestais, ou por atividade humana. Portanto, dependendo do caso ele pode ser considerado benéfico para o meio ambiente em termos de resfriamento.

A quantidade de elementos novos, que podem estar envolvidos com o aquecimento global, é tão grande, que torna a medição ainda mais difícil, mesmo com o aperfeiçoamento das simulações. Isso contribui para aumentar as dúvidas.

Dados do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) apontam, desde os primeiros resultados, uma margem de erro de dois graus a dois graus e meio e os próximos resultados deverão continuar mantendo a mesma margem.  O novo relatório previsto para 2014 será escrito por 831 cientistas. O fato de coordenar as opiniões e conclusões de centenas de especialistas transforma o IPCC em uma fábrica de conflitos, que não é absoluto, pois mesmo decifrando toda a ciência que envolve o clima, o homem ainda é uma incógnita.

Com informações da Super Interessante

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