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Domingo foi o Dia de Proteção às Florestas e o CicloVivo preparou uma matéria especial sobre o panorama das florestas no Brasil e no mundo.

Desmatamento ilegal

Na última década a exploração ilegal de madeira diminuiu significativamente. No Brasil, na República dos Camarões e na Indonésia (os três principais fornecedores de madeira do mundo) a queda chegou até 75%.

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Isso significa que uma área de pelo menos 17 milhões de hectares de floresta, não são mais desmatadas ilegalmente, e que a atmosfera foi poupada de 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa.

O fato em boa parte, é reflexo direto da redução do contrabando da matéria-prima. Segundo o levantamento, os principais países importadores de madeira ilegal, diminuíram em pelo menos 30% a suas compras da matéria-prima.

Os números são do instituto britânico Chatham House que divulgou na quinta-feira (15) o diagnóstico. De acordo com o estudo, essa redução mundial da exploração e comércio ilegal de madeira, se deu em boa parte graças a ações do governo, do setor privado e da sociedade civil.

Parte do resultado se justifica nos países produtores, que passaram a intensificar o combate ao desmatamento ilegal com regras mais severas.

Os pesquisadores analisaram a cadeia produtiva de madeira ilegal nos cinco países de floresta tropical (Brasil, Camarões, Gana,Indonésia e Malásia), nos cinco principais consumidores (Estados Unidos, França, Holanda, Japão, Indonésia e Reino Unido) e na China e Vietnã – que processam a madeira e fornecem os produtos para o resto do mundo.

Segundo os estudos a exploração ilegal de madeira ainda é um grande problema. Com a multiplicação dos desmates em menor escala – que são mais difíceis de monitorar – o combate ao desmatamento irregular pode se tornar mais complexo.

A origem da madeira se tornou mais difícil de se identificar, pois ela chega aos países consumidores, já transformada em móveis. É necessário que esses países criem barreiras contra a madeira ilegal. Embora os Estados Unidos e a União Européia já tenham aprovado uma lei nesse sentido, o Japão, por exemplo, se mantém aberto à madeira ilegal.

Enquanto isso, no Brasil …

Em seu relatório a Chatham House, elogiou o sistema brasileiro do monitoramento de florestas, e até citou o aumento do número de operações policiais contra o desmatamento na Amazônia. Segundo o estudo, o desmate ilegal na Amazônia caiu 75% na última década, principalmente nos últimos cinco anos, quando o governo criou o Documento de Origem Florestal (DOF), que modernizou o sistema de transporte e comércio de madeira.

Porém, o relatório também apontava falhas no cumprimento das penalidade aplicadas nas infrações ocorridas na floresta amazônica. “As penas nem sempre são aplicadas. No Brasil, por exemplo, apenas 2,5% das multas são recolhidas”, explica o estudo.

Ainda temos que melhorar

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou desmatamento de 109,6 km² da floresta amazônica no mês de maio. A área, divulgada pelo instituto nesta quinta-feira (15), equivale a 68 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou a quase seis vezes o tamanho da ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco.

Segundo os novos dados do Inpe, maio é mês com o segundo maior desmatamento detectado pelo sistema em 2010, atrás de fevereiro, que teve 185 km² devastados. O bioma amazônico no Brasil perdeu mais floresta em maio do que em março e abril juntos, quando foram identificados 103,5 km² de devastação.

O estado que apresentou maior área de desmatamento registrado foi Mato Grosso, pela terceira vez seguida neste ano, com 51,9 km² . O Pará aparece como o segundo estado mais desmatado, com 37,2 km².

Código Florestal

Enquanto Rebelo defende a ideia de que, com as alterações muitos produtores rurais deixarão de produzir de forma ilegal e isso trará benefícios e desenvolvimento para a agricultura do país, ambientalistas discordam e protestam veementemente. O diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, disse que o projeto está “enterrando toda a nossa legislação”.

São duas realidades com interesses distintos, porém, os dois fatores, rural e ambiental, não são incompatíveis.

O nosso país precisa produzir para suprir as necessidades da população e para crescer economicamente, porém isso deve ser feito sem destruir a natureza. O mesmo raciocínio pode ser feito ao inverso, temos que preservar, mas, também precisamos comer.

Existem maneiras de equilibrar os dois fatores e beneficiar ambas as partes, mesmo que elas não sejam plenamente satisfeitas. Novas tecnologias que causam menores impactos na natureza são desenvolvidas constantemente e podem nos ajudar nessa “empreitada”.

“Tivemos muitos avanços, mas a questão florestal é muito diversa. Não está restrita a algumas regiões. Precisa ser tratada de forma diferente na Amazônia e nas outras regiões, como o Sudeste do país”, disse Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente, que na ocasião, ainda informou que o ministério trabalha para concluir o zoneamento econômico e ecológico até o fim do ano. Além disso, o ministério também estuda novas medidas para reduzir o desmatamento em áreas de proteção ambiental.

+ Especial Semana do Meio Ambiente – Desmatamento

+ União Européia vai proibir comércio de madeira ilegal

Com informações do G1 e Estadão

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