Os níveis de degelo da Península Antártica durante o verão têm sido os mais rápidos dos últimos mil anos. Esta é a conclusão a que chegou um grupo formado por cientistas de diversos países, em um estudo publicado na revista científica “Nature Geoscience”, na última segunda-feira (15).

Para que fosse possível analisar as condições de derretimento na região antártica nos últimos séculos, os pesquisadores contaram com um procedimento de perfuração. Assim sendo, cada uma das camadas dispostas a 364 metros de profundidade foi estudada e teve seu histórico revelado.

As últimas cinco décadas apresentaram os maiores degelos registrados desde 1400. O derretimento da camada de gelo que cobre a superfície antártica acontece principalmente no verão. Segundo os estudiosos, entre 1410 e 1459 a média térmica foi 1,6ºC mais baixa que a registrada entre 1981 e 2000.

Em consequência desse aquecimento identificado, a intensidade no derretimento aumentou quase dez vezes, indo de 0,5% a 4,9%. Para chegar a esses números os pesquisadores perfuraram a Ilha de Ross James. O resultado mostra que, mesmo com um aumento constante das temperaturas há centenas de anos, foi a partir do século XX que o degelo alcançou os níveis mais críticos. A preocupação é de que até mesmo pequenas alterações agora possam resultam em forte aceleração do degelo. Com informações da AFP.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.