A sétima edição do edital Costa Atlântica da Fundação SOS Mata Atlântica contemplou três projetos no estado de São Paulo que irão ajudar na conservação e desenvolvimento das áreas costeiras e marinhas. Os projetos aprovados receberão, ao todo, até R$ 300 mil para investir na proteção da biodiversidade e dos patrimônios naturais, históricos e culturais nas áreas litorâneas associadas à Mata Atlântica, e no desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida das comunidades locais. Conheça:

Capacitação de guias de pesca amadora


Complexo Lagunar-Estuarino de Iguape e Cananéia l Foto: Wikimedia Commons / Luciano Faustico (CC 3.0)

No sudeste do Estado, a crescente procura pelo Complexo Lagunar-Estuarino de Iguape e Cananéia como destino de turismo de pesca amadora aumentou a demanda por profissionais locais capacitados para atuar nesse mercado. Assim, a “Proposta de capacitação de guias de pesca e outros atores envolvidos no segmento da pesca esportiva no complexo lagunar-estuarino de Iguape e Cananeia, sudeste do Brasil”, um dos projetos aprovados no edital, se propõe a colocar em prática este programa de capacitação no segmento da pesca amadora, amparado por dados que foram gerados por outro projeto anterior, também apoiado pela SOS Mata Atlântica.  O responsável pelo projeto é Domingos Garrone Neto, da UNESP de Registro.

Conservação da biodiversidade marinha


ESEC Tupinambás l Foto: ICMBio

Outro projeto paulista é a “Avaliação da efetividade do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e das Estações Ecológicas Tupinambás e Tupiniquins, litoral de São Paulo”, que visa gerar subsídios para ajustes no manejo e as bases para o monitoramento de longo prazo dessas áreas.  Estas Unidades de Conservação (UC) estão entre as principais áreas de proteção integral marinhas em São Paulo, mas nunca foi possível avaliar com mais detalhe como elas contribuem para a conservação da vida marinha. O projeto também prevê interagir com os conselhos gestores dessas  UCs para discutir o tema “Avaliação da Efetividade” e a importância da sua prática para que essas áreas cumpram de forma continuada o seu papel na conservação da biodiversidade marinha.  O responsável pelo projeto é Fabio dos Santos Motta, da UNIFESP.  A iniciativa conta também com a participação de pesquisadores das Universidades Federais do ABC, Rio de Janeiro e Paraíba e com as parcerias da Fundação Fap – UNIFESP, ICMBio e Fundação Florestal.

Proteção dos manguezais e turismo sustentável


Vale do Ribeira – Cananéia l Foto: Quilombolas do Ribeira

O terceiro projeto a ser executado em São Paulo é o “Caminhos do Quilombo – Programa de fortalecimento do turismo comunitário na Reserva Extrativista do Mandira”, que tem como objetivo contribuir para a conservação  da diversidade biológica na reserva através do fortalecimento da prática do turismo de base comunitária na Comunidade Quilombola do Mandira. Com ênfase na formação educacional e capacitação profissional direcionada a adolescentes, jovens e mulheres o projeto buscará promover valorizar o conhecimento tradicional comunitário incentivando a construção cooperativa de roteiros turísticos que destaquem suas riquezas naturais. O local possui manguezais muito bem conservados onde a comunidade realiza atividades de manejo sustentável – um dos principais destaques é o manejo da ostra do mangue. O projeto terá um sistema de gestão compartilhada que será construído de forma participativa com a responsabilidade de Sidnei Coutinho, coordenador comunitário e Fernando Oliveira Silva, biólogo, educador e produtor cultural.

Estas iniciativas contaram com o patrocínio da Repsol Sinopec e Anglo American.

Programa Costa Atlântica

“Desde o primeiro até o sétimo edital, a SOS já conseguiu apoiar 37 projetos de outras instituições na área costeira e marinha. No segundo semestre de 2015, pretendemos lançar o oitavo edital e trabalhar ainda mais para incrementar os esforços de conservação na área marinha associada ao bioma Mata Atlântica,” ressalta Diego Igawa Martinez, biólogo do Programa Costa Atlântica. Clique aqui para mais informações sobre o programa.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.