Considerada a cidade mais sustentável da América Latina, além de estar entre as dez do mundo, Curitiba não decepciona os visitantes. A boa estrutura, organização e a qualidade de vida oferecida a população são algumas das razões que a fazem estar lado a lado de cidades-modelo, como Copenhagen, Amsterdã e Portland. Confira algumas sugestões de roteiros para tirar proveito do melhor que ela pode oferecer.  

De bus

Há roteiros turísticos que levam o visitante a conhecer os diversos parques espalhados na capital paraense. Até mesmo o transporte coletivo comum pode levar a trajetos interessantes, como é o caso do Jardim Botânico: um dos atrativos mais visitados. Com bela arquitetura, de inspiração francesa, o local abriga uma estufa de plantas feita de metal e vidro, reserva de mata nativa com trilhas para caminhadas e o Museu Botânico – um dos centros de pesquisa mais importantes da América Latina.

Nesse roteiro, não deixe de conferir o Jardim das Sensações: uma trilha de 200m que deve ser percorrida com os olhos vendados e utilizando o tato e o olfato na percepção das plantas.


Foto: Radamesm/Flickr

Inaugurada em 1992 pelo oceanógrafo francês Jacques Cousteau, a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) é mais um ponto de destaque na cidade. O centro está localizado no Bosque Zaninelli, onde antes funciona uma pedreira. Por conta disso, o espaço é rodeado por pedras naturais. A arquitetura representa na forma e nas cores os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar.

O passeio pela universidade pode ser feito por ônibus da Linha Turismo e ainda aproveitar para subir na Torre Panorâmica que possui um mirante de 109,5 metros de altura e permite uma visão de 360 graus da cidade e dos contornos da Serra do Mar.


Foto: Antichc/Flickr

Se bater a fome, uma ótima forma de saciá-la é no Mercado Municipal compartilhado com o Mercado de Orgânicos. No local são comercializados alimentos livres de agrotóxicos e aditivos químicos. Confira o itinerário dos ônibus.  

Sebo nas canelas

Outra ótima maneira de conhecer a cidade é por meio da caminhada. Na Praça Garibaldi, por exemplo, está o Relógio das Flores, que marca as horas com as cores e cheiros de cada estação do ano. Inaugurado em 1972, ele é composto por flores e ponteiros em fibra de vidro.


Foto: Valdecir Galor/SMCS

No setor histórico também está o Memorial de Curitiba, o espaço é destinado aos eventos culturais. Mas, talvez, o melhor lugar para conhecer a história da cidade é o Museu Paranaense: um casarão construído nos anos 1920 pela família Garmatter. O local já foi Palácio do Governo, Tribunal Regional Eleitoral, Museu de Arte do Paraná e hoje desenvolve estudos arqueológicos, antropológicos e históricos.


Foto: Fran/Flickr

Uma tradicional feira de arte e artesanato ocorre aos domingos no centro histórico, mais precisamente no Largo da Ordem. É um oportunidade de fazer compras, valorizando a cultural local, e experimentar a gastronomia da região. Outro conhecido ponto de encontro de lazer e cultura é a Rua 24 Horas, que interliga a Rua Visconde de Nácar e a Visconde do Rio Branco. Que tal descansar um pouco lendo um bom livro? Na rua XV de Novembro há o Bondinho da Leitura, biblioteca de empréstimo gratuito de livros.

Na magrela

Todas as terças-feiras acontece um circuito noturno de bicicleta no qual é possível conhecer os pontos históricos junto aos moradores locais. Durante o percurso é possível observar, por exemplo, o Paço da Liberdade – construção de 1916 com detalhes nos estilos neoclássico e art nouveau, onde funcionava a sede da prefeitura da cidade e hoje funciona um centro cultural. Outro local de destaque é a Praça Santos Andrade onde está a primeira universidade que foi reconhecida do Brasil como um conjunto de cursos de nível superior. O edifício foi criado em 1912. Além disso, lá está um dos maiores teatros da América Latina, o Teatro Guaíra.


Foto: Maurilio Cheli/SMCS

A pedalada sai às 20h15 na Praça Garibaldi, Largo da Ordem-São Francisco. Para mais informações, acesse aqui

Marcia Sousa – Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.