Tartarugas são classificadas como quelônios e divididas em espécies marinhas e terrestres. Pesquisas sobre a origem deste animal apontam para o surgimento da tartaruga há cerca de 220 milhões de anos. Mesmo que elas sejam capazes de viver por centenas de anos, as tartarugas estão em constante perigo e algumas espécies já estão entre as ameaçadas de extinção.

No Brasil, existem organizações ambientais, como o Projeto Tamar e outros grupos de pesquisa formados em universidades, que trabalham a conscientização e iniciativas que auxiliem a preservação, principalmente das tartarugas marinhas.

No entanto, todo esse trabalho de conservação seria em vão se as comunidades não apoiassem a causa. No Brasil, as praias escolhidas pelas tartarugas para a desova estão espalhadas por diferentes estados e é necessário atingir as comunidades de todos esses locais para garantir a preservação da espécie.

Essa parceria entre pesquisadores e ribeirinhos é o que tem auxiliado as ações de preservação do Projeto Tamar desde a década de 80, quando o projeto surgiu. A interação entre biólogos, oceanógrafos e pescadores, ajudou a ampliar a gama de conhecimento e tornar as informações acerca dos quelônios mais acessíveis às comunidades.

Por muitos anos as tartarugas foram presas fáceis para pescadores e a caça era comum, em consequência do consumo da carne deste animal. Hoje, a prática é proibida e os grupos de trabalho tentam apresentar às famílias que antes dependiam dessa atividade outras formas de subsistência. Mesmo assim, os homens ainda representam uma grande ameaça à preservação da espécie.

Os esforços para que as tartarugas sobrevivam são muitos. Além de sofrerem com a ação humana, os ovos são constantemente ameaçados por predadores naturais. Os especialistas acreditam que a cada mil filhotes, apenas dois chegam à idade adulta. Por isso, os trabalhos de conscientização são tão importantes. As informações que chegam às comunidades ribeirinhas têm efeito direto na preservação da espécie, mas pessoas em todo o planeta também podem colaborar com isso, principalmente tendo cuidado com a destinação adequada de seus resíduos para evitar que eles cheguem ao mar e se tornem ameaças aos animais marinhos. Faça a sua parte.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.