A temperatura nos EUA nunca foi tão alta como em 2012, quando os termômetros do país marcaram a média de 13°C. Além disso, o ano foi marcado por furacões e secas, que enfraqueceram a economia e causaram estragos em várias cidades.

O governo estadunidense divulgou o relatório produzido pelo Centro Nacional de Dados Climáticos na última terça-feira (8), e os dados são alarmantes: além de registrar as maiores temperaturas, 2012 foi o ano mais seco no país – a falta de chuvas atingiu cerca de 60% do território dos EUA, o que afetou a atividade agrícola e causou um prejuízo de mais de 13 bilhões de dólares.

No período, foi registrada a maior quantidade de dias quentes: as estações meteorológicas dos EUA bateram 34 mil recordes de temperaturas máxima, contra apenas 6,6 mil recordes de temperatura mínima. O levantamento foi realizado pelo meteorologista Guy Walton, do Weather Channel.

A comunidade científica está preocupada com a situação climática nos EUA, já que o calor aumentou mais do que o esperado. A temperatura subiu 0,5°C em relação a 1998, ano mais quente na história dos EUA até 2011. De acordo com os especialistas, as altas temperaturas estão relacionadas com o aquecimento global, provocado pelas altas emissões de gases poluentes no país.

Os dados climáticos da Terra em 2012 deverão ser publicados em breve, mas os cientistas já antecipam que o ano passado não foi o mais quente da história do planeta, graças ao efeito La Niña, que diminui as temperaturas dos oceanos. Com informações do The New York Times e do Jornal da Globo.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.