módulos filme fino
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A estação de ônibus da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) ganhou filmes solares para captar energia solar e gerar o suficiente para custear todas as operações do local. O projeto é realizado em parceria público-privada com a L8 Energy.

Em apenas uma semana de operação foi produzido um total de 177 kWh, energia suficiente para 163 banhos ou fazer funcionar 9 geladeiras. A expectativa é que a estação da UFMG sirva como piloto para que posteriormente ocorra uma adesão nos demais pontos da cidade.

“A Prefeitura de Belo Horizonte vem investindo bastante para tornar a cidade cada vez mais sustentável. O objetivo deste convite público é a gente testar o melhor sistema para adequar as estações, as quais a gente tem algumas limitações, as suas restrições de arquitetura e também o vandalismo”, afirma Odirley Santos, gerente de administração da BHTrans. 

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Tecnologia de filme fino

A captação de energia solar na estação da UFMG é feita através de 56 módulos de filme fino. O produto é leve (1,98 Kg cada módulo de 125W), flexível e fácil de instalar. 

Por ser flexível, permite que haja inúmeras aplicações que não são possíveis em instalações com módulos comuns. Um exemplo disso são as estruturas que possuem algum tipo de curvatura. A partir do momento em que se queira preservar a forma que uma edificação possui, o filme fino flexível torna-se uma opção mais interessante. Esse tipo de aplicação é comumente chamado de BIPV (Building Integrated Photovoltaics), onde há a integração dos painéis fotovoltaicos com a construção, tornando-a mais sustentável respeitando a forma e função da edificação.

“Esse é um projeto-piloto da cidade de Belo Horizonte e acredito que servirá de exemplo para todo o país. A BHTrans trará muitos benefícios com essa instalação, tanto ambiental, gerando energia totalmente renovável e também financeira, economizando na conta de luz da estação”, comenta o engenheiro da L8, Weliton Maia.

Maia ainda lembra que projetos como este são comuns na Europa e na China e a utilização dessa tecnologia no Brasil deve ficar cada vez mais comum e acessível. “Tecnicamente foi um projeto bem interessante. Nós não utilizamos módulos convencionais. O módulo de filme fino é fixado a qualquer superfície por meio de adesivo, o que expande as possibilidades de instalação dos módulos”, disse Roberto da Costa, engenheiro da Solares Energia Fotovoltaica, empresa integradora que fez a instalação do projeto coordenado pela L8.

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