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Entre outros problemas, crise hídrica no Brasil está ligada ao aumento nas tarifas de energia, já que a geração do país depende de usinas hidroelétricas, que por sua vez dependem de água. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a bandeira tarifária amarela para vermelha tornando-a ainda mais cara – uma mudança que vai mexer no bolso do consumidor brasileiro, em um momento delicado como o que estamos vivendo, em pleno pandemia. 

A demanda por energia elétrica aumenta também pelo período do ano em que estamos. Com temperaturas mais baixas, a tendência natural é que aumente a procura por equipamentos, como aquecedores e chuveiros elétricos, que garantem mais conforto durante o inverno. No entanto, é preciso ficar de olho no consumo de energia e consequente aumento no valor da conta de luz.

Por terem potência alta, os equipamentos mais usados nas baixas temperaturas podem representar mais de um terço do consumo de energia.

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Neste momento, é ainda mais importante poupar energia elétrica e água. Abaixo, separamos algumas dicas simples de como é possível reduzir o consumo e, quem sabe, a conta, de energia. 

1. Chuveiros Elétricos: a recomendação é ficar o mínimo possível no banho. Os aparelhos mais comuns têm potência de, aproximadamente, 5.500W. Desta forma, o banho de 15 minutos por dia, por pessoa, para uma família de quatro pessoas, equivale ao consumo de energia de mais de 400 lâmpadas LED de 13W ligadas por 1 hora, o que corresponde a cerca de R$ 100 na conta. Se utilizarmos o chuveiro elétrico na posição morno ou verão, haverá uma economia de cerca de 30%, ou seja, R$ 30;

2. Aquecedores: podem chegar a corresponder a 1/3 do gasto doméstico com eletricidade no inverno. Evite deixar o aquecedor ligado por longos períodos e utilize-o apenas quando estiver no ambiente;

3. Iluminação: aproveite a luz natural e abra janelas e cortinas durante o dia. Para paredes e tetos, dê preferência às cores claras, que refletem melhor a luminosidade. Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes ou LED, que consomem de 60% a 80% menos energia;

4. TVs e Computadores: não deixe a TV ligada sem que haja alguém assistindo. Programe o timer (desligamento automático). No caso do computador, desligue o aparelho sempre que ficar mais de 2 horas sem utilização; e o monitor, a partir de 15 minutos;

5. Stand-by: desligue ou tire da tomada eletrodomésticos que não estão sendo usados. Não deixe os aparelhos em stand-by;

6. Máquinas de lavar e secar: utilize a capacidade máxima das máquinas de lavar e secar. Nas máquinas de lavar, fique alerta à quantidade de sabão, evitando repetir a operação de enxágue. Para as máquinas que têm a função de água aquecida, a empresa recomenda não usar esse recurso. Quanto às secadoras, utilize-as apenas quando for realmente necessário;

7. Geladeiras: não abra a porta desnecessariamente. Verifique se a borracha de vedação da porta está cumprindo sua função e nunca utilize a parte traseira do equipamento para secar roupas ou sapatos;

8. Atenção ao comprar: escolha eletrodomésticos de baixo consumo de energia. Procure por aparelhos com selo do Procel (no caso de nacionais), preferencialmente com alta eficiência energética, ou Energy Star (no caso de importados).

9. Horário de pico: Sempre que for possível, utilize aparelhos elétricos fora do intervalo das 17h30 às 21h, quando o consumo costuma ser maior, aumentando a possibilidade de uso de bandeira vermelha (mais cara).

10. Energia solar: Além de ser uma fonte limpa e renovável, a energia solar pode garantir uma redução significativa na conta de luz, além de aumentar a autonomia da residência em relação às distribuidoras e suas bandeiras tarifárias. O investimento inicial muitas vezes é um obstáculo para a instalação de um sistema solar, mas segundo especialistas o valor é recuperado em até quatro anos e os painéis têm uma vida útil de cerca de 30 anos, com baixa necessidade de manutenção. Existem no mercado opções de financiamento espaciais para quem optar em investir nestes sistemas.

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