A cidade de São Paulo ganhou um novo planejamento de mobilidade urbana para o futuro, uma política de Estado para ser aplicada independentemente do governante, que norteará o desenvolvimento de todos os modais de transportes até 2030. Após quase dois anos de audiências públicas, consultas presenciais e digitais com a população, além de encontros técnicos, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMob/SP), o primeiro da capital paulista, é composto por metas qualitativas e quantitativas para 15 áreas diferentes, englobando ações para modais de transportes coletivos e individuais, motorizados e não motorizados, de cargas e passageiros.

Baseado no Plano Nacional de Mobilidade Urbana e novo Plano Diretor Estratégico (PDE), o PlanMob/SP está dividido em metas de curto prazo, atingidas em 2015 e esperadas para o fim deste ano; médio prazo, com objetivos para 2017, 2018 e 2020; e também de longo prazo, para 2024 e 2028.

Entre as principais metas contidas no plano estão a construção de 750 mil m² de novas calçadas até 2020 e outros 500 mil m² até 2028. Na área do transporte coletivo, estão previstas ainda a implantação de 150 km de novos corredores de ônibus e 16 terminais de 2017 a 2020, além de outros 150 km e sete terminais até 2024 e mais 150 km até 2028, totalizando 450 km de corredores, além dos que estão sendo executados até 2016.

“Um plano de mobilidade é importante para que se consolide políticas públicas que vão além do tempo de uma gestão, mas também de médio e longo prazo, que não podem demorar, e que serve de instrumento de diálogo com o governante, independentemente de quem for ele. Com um plano, as pessoas podem se apropriar dele, entender, e saber que as políticas que ela ajudou a construir são documentadas numa lei”, disse o diretor-geral da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Gabriel Di Pierro.

Da Secom