O cenário tranquilo, verde e produtivo da Fazenda Matos, na Comunidade Matos de Cima, em Capim Branco, representa bem a agricultura familiar em Minas Gerais. Com simplicidade e variedade, a família Moura aproveita a fertilidade da terra e a experiência produtiva para garantir, por gerações, o sustento que vem da atividade agropecuária e agricultura de subsistência.

Na pequena propriedade rural, o casal Raimundo Avelar Moura, 76 anos, e Maria Aparecida de Moura, 74, junto a três filhos, se dedicam exclusivamente ao cultivo de leite, hortaliças e frutas. Em um passeio pelas terras da fazenda, é possível encontrar plantações que vão do urucum, mandioca e milho até a banana, tangerina e alface.


Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG

Hoje, a família vive dos ganhos da lavoura e comercializa seus produtos para municípios circunvizinhos (Sete Lagoas, Prudente de Morais e Matozinhos), feiras, entrega porta a porta e mesmo na própria fazenda. Parte da produção do cultivo de hortaliças e frutas orgânicas é direcionada às escolas estaduais.


Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG

Política nacional

Por lei, é determinado que pelo menos 30% dos recursos recebidos pelo poder público sejam aplicados para aquisição de alimentos junto aos agricultores familiares. Garantir o fluxo para o fornecimento da alimentação escolar, em Minas Gerais, é a estratégia escolhida pela Secretaria de Estado de Educação.

Tais escolas integram o programa governamental “Cultivar, Nutrir e Educar”, que garante a inserção dos agricultores familiares em todo o estado. Foram atendidos, de 2012 a 2014, 3.600 agricultores familiares em 220 municípios. Entre os principais produtos cultivados, destaque para hortaliças, legumes, frutas, feijão, mel, leite, iogurte, polpa de frutas, fubá, farinha de mandioca, rapadura, bolos, biscoitos e outros panificados.


Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG

Desde que começaram a fazer parte do programa, há aproximadamente dois anos, parte da produção da família Moura – em torno de 30% – vem tendo como destino certo a alimentação nas escolas.

"Com a parceria, a vida de todos melhorou, a começar pela oportunidade de comercialização. Agora, temos um projeto de venda, um contrato, venda e recebimento garantidos. Além disso, adquirimos mais experiência, conhecimento e pudemos fazer cursos", aponta o filho do meio, Ênio.


Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG


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Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social – MG

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.