A calamidade que se instala na região serrana do Rio de Janeiro durante o período de chuvas tem se repetido nos últimos anos. Mesmo assim, o governo mantém o descaso e investimentos previstos não saem do papel.

Esta é a comprovação obtida pela ONG Contas Abertas após analisar o repasse das verbas governamentais ao controle de desastres no estado do Rio de Janeiro. Em 2012 a cidade que recebeu o maior repasse foi a capital fluminense, com R$ 206,2 milhões, concedidos para a prevenção e contenção de desastres.

Em janeiro de 2011 Petrópolis registrou 72 mortes e 48 desaparecidos. A tragédia se repetiu em 2012 e neste ano já são somadas 20 mortes e 560 pessoas desabrigadas. Mesmo assim, a verba repassada à cidade no último ano foi de apenas R$ 41,2 mil.

A principal justificativa para o baixo investimento deve-se ao fato de que a maior parte das ações de prevenção em áreas de risco está em fase de licitação ou contratação, por isso os projetos não saem do papel. Algumas das obras necessárias para conter os desastres ainda não têm ao menos a previsão de investimentos.

O Contas Abertas, no entanto, ressalta que este não é um problema exclusivo de Petrópolis. “De maneira geral, os recursos federais previstos para iniciativas de prevenção e respostas a desastres naturais não são efetivamente aplicados. Dos R$ 5,7 bilhões previstos para o ano passado [2012], apenas R$ 2,1 bilhões foram pagos. O montante equivale a 36,8% do total”, informa o site da ONG.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.