Cientistas brasileiros apontam o uso de cianobactérias como uma das alternativas mais eficientes na produção de biodiesel. Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) comparou o biodiesel do milho com exemplares provenientes das cianobactérias e a diferença entre ambos é absurda.

O milho já é uma fonte comum para a produção de biodiesel no Brasil e no mundo. De acordo com os dados do estudo, conforme publicado pela redação do UOL, um hectare do cereal resulta na produção de168 litros de biodiesel, enquanto um hectare de cianobactéria é capaz de produzir 140 mil litros do cianodiesel.

Além da discrepância em termos de eficiência, a cianobactéria ainda oferece o benefício de não interferir na produção de alimentos, uma preocupação bastante debatida quando os combustíveis alternativos são incentivados.

As cianobactérias são unicelulares, produzem seu próprio alimento e necessitam apenas de água, dióxido de carbono, substância inorgânica e luz para que se desenvolvam. Além disso, elas têm alto potencial biotecnológico e podem ser usadas em diversas aplicações.

Os testes já realizados mostram que o cianodiesel é capaz de alcançar os mesmos resultados do biodiesel comercial. Os pesquisadores ainda trabalham com o desafio de conseguir manter a produção da cianobactéria em larga escala. Portanto, essa ainda não é a descoberta final que acabará com o uso do milho e outros alimentos na produção de combustíveis, mas é a demonstração de que a ciência tem ido pelo caminho certo. Com informações do UOL.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.