Quando pensamos na China lembramos das frequentes imagens da poluição do ar e de sua dependência por carvão, mas isso está mudando. A Administração Nacional de Energia do país revelou que sua produção de energia solar mais que dobrou em 2016, atingindo 77,42 gigawatts até o final do ano. O país é agora o maior gerador mundial de eletricidade com base solar em termos de capacidade. O método avalia apenas a capacidade e não a geração de energia por habitante. Neste caso a Alemanha, o Japão e os Estados Unidos estariam na frente. Ainda assim o número é significativo para qualquer nação.

Mesmo com essa enorme capacidade, a produção de energia solar na China hoje representa apenas 1% da produção total do país. No entanto, o governo planeja adicionar mais de 110 gigawatts até 2020, dando um papel muito maior à tecnologia dentro de alguns anos. Isso ajudará a China a aumentar seu uso de energia de combustíveis não-fósseis de seus atuais 11% para 20% até 2030.

É claro que é bem difícil competir com a China nestes números, já que o país tem grandes regiões relativamente amigáveis para fazendas solares. Ainda assim, este crescimento exerce pressão sobre o resto do mundo. Países como os EUA podem sentir que estão ficando para trás, especialmente com as políticas que estão inclinadas a proteger a indústria de combustíveis fósseis ao invés de eliminá-las.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.