A conta de luz é, na maioria das vezes, uma preocupação para grande parte dos brasileiros. Isso por causa dos reajustes, muitas vezes imprevisíveis, e das bandeiras tarifárias, que no mês de novembro, por exemplo, passou para vermelha patamar 2, com custo de R$ 5,00 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Cansado dessas incertezas, Cleberson Fava, gerente geral, que mora com esposa e filho na zona leste de São Paulo, resolveu pesquisar soluções que diminuíssem os gastos com a energia elétrica. O processo, desde o início de suas pesquisas até decidir pela energia solar fotovoltaica, durou cerca de um ano e meio, e só no mês de março deste ano, Fava instalou um sistema em sua residência que conta com 22 painéis fotovoltaicos de 275 Wp (Watt-pico) cada, que geram aproximadamente 640Kwh por mês.

O proprietário que tinha um consumo médio de 630 Kwh/mês e um custo mensal de mais ou menos R$350,00, em apenas seis meses de uso, desembolsa apenas o valor referente a tarifa mínima obrigatória da concessionária, de cerca de R$18,00. Como a energia gerada pelo sistema nos últimos meses é superior ao que a família consumiu neste período, este excedente gera créditos na fatura. “Estou muito satisfeito com minha decisão, 90% da minha motivação era a questão do custo e em pouco tempo eu já consegui o resultado que desejava”, ressalta Fava.

Segundo Raphael Pintão, sócio-diretor da NeoSolar Energia, empresa responsável pela instalação do sistema, o interesse do consumidor pela geração solar tem crescido, “quem mais tem instalado são residências. Por causa do perfil de consumo, o sistema é muito vantajoso para os imóveis”, afirma.

A única dificuldade no processo, segunda Fava, foi a demora na aprovação do projeto pela rede distribuidora. “As concessionárias ainda não estão preparadas para atender com rapidez quem quer produzir a própria energia”. De acordo com Pintão, às vezes, o tempo que levam para concluir a instalação numa residência, dependendo do tamanho, é de menos de uma semana, mas estes entraves burocráticos nos processos de aprovação podem atrasar o início do funcionamento do sistema.

Atualmente, mesmo que no início a motivação maior de Fava tenha sido a redução de custos, ele se considera mais consciente dos outros benefícios de optar pela energia solar fotovoltaica, como a preservação do meio ambiente. Ou seja, com a aplicação de um sistema de geração de energia solar é possível conciliar ganhos financeiros e sustentáveis.

O investimento para a instalação do sistema foi de R$45.154,72. A estimativa de retorno do capital é de no máximo 8 anos, podendo ser ainda menor se o cenário atual de bandeira vermelha se mantiver ao longo dos próximos anos.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.