- Publicidade -

Ação do Greenpeace pede “independência de combustíveis fósseis”

Protesto denuncia que avanço da exploração de petróleo no Brasil conduz o país a um projeto econômico insustentável

exploração de petróleo
Com letras gigantes, a faixa de 150 metros de extensão chamou a atenção de quem passava pelo local. | Foto: Thomas Mendel

Em uma ação simbólica no feriado de 7 de setembro, o Greenpeace Brasil realizou um protesto nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com a seguinte mensagem: “Independência de Combustíveis Fósseis”. A manifestação teve como objetivo denunciar os riscos da expansão da exploração de petróleo no Brasil, especialmente na região da Bacia da Foz do Amazonas, e cobrar uma transição energética justa e urgente.

- Publicidade -

Com letras gigantes, a faixa de 150 metros de extensão chamou a atenção de quem passava pelo local e serviu como crítica ao atual modelo energético nacional, que ainda aposta em fontes fósseis, mesmo diante da emergência climática global.

Segundo Mariana Andrade, porta-voz da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, o país deveria aproveitar o Dia da Independência para refletir sobre o que realmente representa a autonomia energética. “A verdadeira independência que deveríamos celebrar é a que nos liberta dos combustíveis fósseis. No entanto, esse grito de liberdade segue preso na garganta, já que seguimos sem uma perspectiva de um plano de transição energética que seja justo e esteja à altura da liderança climática que o Brasil deseja exercer”, alerta.

- Publicidade -
protesto em copacabana
Foto: Thomas Mendel

A organização ambiental critica a insistência do governo brasileiro e da Petrobras em avançar com projetos de perfuração de petróleo em novas fronteiras, como é o caso do Bloco 59, localizado na Margem Equatorial.

Petróleo na Foz do Amazonas

No fim de agosto, a Petrobras realizou testes operacionais supervisionados pelo Ibama como parte do processo de licenciamento ambiental para explorar petróleo no Bloco 59, na Bacia da Foz do Amazonas. O Greenpeace classificou a ação como um “teatro caro e fúnebre”, alegando que a operação tenta legitimar uma decisão perigosa para o futuro da Amazônia e do planeta.

- Publicidade -
exploração de petróleo
Foto: Lucas Landau

A organização afirma que a abertura de novas áreas para exploração de petróleo não atende às necessidades energéticas reais do Brasil. Pelo contrário: reforça um modelo de desenvolvimento extrativista, de curto prazo, voltado para a exportação, e que ameaça ecossistemas, comunidades costeiras e a biodiversidade marinha.

Transição energética

O Greenpeace vem alertando há anos sobre a urgência de reduzir a dependência do petróleo e investir em fontes de energia renovável. Além disso, deveria implementar os marcos regulatórios que impulsionam a transição energética nacional, respeitando os direitos de comunidades em seus territórios e assegurando a proteção dos ecossistemas.

mulher segura cartaz protesto
Foto: Lucas Landau

Para a organização, a exploração de petróleo na Amazônia é um contrassenso que coloca em risco não apenas a floresta, mas também a credibilidade do Brasil nas negociações climáticas internacionais.

- Publicidade -

Além dos impactos ambientais, a expansão do petróleo aprofunda desigualdades sociais, prejudica comunidades tradicionais e ignora alternativas sustentáveis que já existem na região. “Seguir com a promessa de explorar até a última gota é ignorar todos os alertas a respeito da proteção da Amazônia, suas comunidades e ecossistemas. Abrir novos poços de petróleo aumenta o risco de desastres ambientais, agrava a crise climática e aprofunda as desigualdades e as ameaças que já pairam sobre as populações costeiras e a biodiversidade marinha”, finaliza Mariana.