Floresta Olímpica
Foto: COI
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) vai plantar uma “Floresta Olímpica” no Senegal e no Mali, países da África Ocidental. O legado dos Jogos Olímpicos vai contribuir com o projeto de construção da Grande Muralha Verde: uma estrutura de árvores que cortará o continente de ponta a ponta.

Visando restaurar paisagens degradadas em toda a região do Sahel na África, o projeto do COI é promover o plantio de cerca de 335 mil árvores nativas em 90 aldeias cobrindo uma área de mais de dois mil hectares. A escolha dos países em questão não é à toa: Dakar, capital do Senegal, será sede  dos Jogos Olímpicos de Verão da Juventude em 2026. 

“Mais do que plantar árvores, o plantio contribuirá para aumentar a segurança alimentar e econômica das comunidades locais. O COI trabalhará lado a lado com as comunidades locais para garantir que a Floresta Olímpica crie diversos benefícios sociais, econômicos e ambientais em uma área que tem experimentado aumento de secas e inundações, levando a uma degradação constante de terras e fontes de alimentos”, afirma o COI em comunicado. 

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Outros objetivos esperados sãoé aumentar a biodiversidade local e permitir práticas agrícolas sustentáveis, como sistemas agroflorestais, e o uso comercial de produtos não-madeireiros, como nozes, frutas e fibras.

Floresta Olímpica

Para criar a Floresta Olímpica, o COI trabalhará com a Tree Aid, uma organização sem fins lucrativos com mais de 30 anos de experiência trabalhando com pessoas nas terras áridas da África para combater a pobreza e os efeitos da crise climática, cultivando árvores e restaurando e protegendo terra.

Foto: COI

Na fase inicial, o projeto envolverá o engajamento das comunidades locais para análise de suas necessidades, identificação de áreas, criação de um plano de monitoramento e avaliação e instalação de viveiros de mudas. O plantio está previsto para o segundo e terceiro trimestres de 2022.

COI almeja impacto positivo

A celebração mundial de esportes que destaca brilhantes atletas também gera muitos impactos ao planeta. Os Jogos Olímpicos que neste momento acontecem em Tóquio já consideram esta questão. Compensação de emissões de CO2, pódios de plástico reciclado, uniformes feitos com material reciclado (usados por atletas japoneses) e medalhas feitas de metais retirados do lixo eletrônico são exemplos disso. Ainda assim, o COI almeja ir mais além. Não quer apenas “compensar”, mas levar impactos positivos que vão além da alegria proporcionadas pelas medalhas.  

É neste sentido que a Floresta Olímpica ajudará o COI a se tornar “positivo para o clima” em 2024. Isso porque estima-se que as árvores devam sequestrar 200 mil toneladas de CO2 equivalente, o que é mais do que as emissões estimadas do COI para o período de 2021-2024.

Foto: COI

Além disso, o comitê assumiu o compromisso de tornar todos os Jogos Olímpicos positivos para o clima a partir de 2030 – removendo mais carbono da atmosfera do que emitem.

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