O ciclista austríaco Michael Strasser está tentando um novo recorde mundial pedalando a mais longa rota transitável do Alasca à Patagônia. A ideia é fazer uma relação entre as opções de transportes alternativos e as mudanças climáticas. Além disso, ele se torna o primeiro ciclista a participar da campanha “Heróis da Montanha” da ONU Meio Ambiente.

Além da questão da mobilidade urbana, outro aspecto abordado é o turismo de montanha que criou novos fluxos de resíduos que pressionam ainda mais esses habitats já frágeis.

“Tenho orgulho de apoiar e fazer parte da campanha. Significaria muito para mim, se eu pudesse motivar cada pessoa que me segue para, às vezes, levar uma bicicleta em vez de seu carro. Se minha tentativa é pedalar 23 mil quilômetros e 185 mil metros verticais, então todos podem administrar um ou outro quilômetro em sua vida diária também. Eu acho que se todos nós contribuirmos com algo pequeno, algo grande pode vir disso”, acredita o ciclista.

Atletas em prol do planeta

A iniciativa da ONU busca conscientizar e inspirar ações para a proteção dos ecossistemas de montanha por meio de parceria com atletas. As montanhas abrigam milhões de pessoas e fornecem serviços ecossistêmicos cruciais para todo o mundo, incluindo água doce. Eles também são centros de diversidade biológica e destinos turísticos. No entanto, a mudança climática está fazendo com que as geleiras se retirem e plantas e animais de montanha comecem a desaparecer. Ela afeta desproporcionalmente as regiões ártica, antártica e montanhosa, que é altamente visível pela perda de gelo e cobertura de neve. No período entre 1960 e 2003, as geleiras da Patagônia e do Alasca diminuíram em aproximadamente 35m e 25 m.

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