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Terrenos de distribuidoras de energia podem virar hortas

Projeto Hortas em Rede mostra que é possível transformar áreas subtilizadas em solução socioambiental

hortas em rede
Os terrenos de distribuidoras de energia podem produzir alimentos saudáveis. Foto: Enel São Paulo

Os terrenos que ficam embaixo de linhas de transmissão de eletricidade não podem ser usados para construções. Mas, o que poderia ser um problema, se transformou em uma solução: aproveitando estes espaços, hortas urbanas estão produzindo comida saudável por meio do projeto Hortas em Rede.

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A iniciativa da Enel São Paulo beneficia dezenas de agricultores, gera renda, oferece acesso a alimentos saudáveis e promove integração comunitária em áreas de alta vulnerabilidade social. Com hortas em plena atividade espalhadas na área de concessão da distribuidora, o projeto combina sustentabilidade e impacto social na prática.

O projeto pode servir de inspiração para outras localidades, já que os terrenos que ficam sob as linhas de transmissão das distribuidoras de energia têm que respeitar a restrição em relação às construções.

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Hortas em Rede
Foto: Enel São Paulo

Resultados do projeto

Um estudo revelou impactos significativos do prjeto entre os 83 agricultores cadastrados e as 54 hortas ativas:

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  • 100% dos participantes relataram melhora na disposição física;
  • 93,6% notaram benefícios diretos à saúde pelo acesso a alimentos frescos e nutritivos;
  • 85,2% destacaram maior integração comunitária;
  • 74,1% registraram economia doméstica;
  • 66,7% observaram aumento na diversidade da fauna local.

O desenvolvimento das hortas considera não apenas a escolha da área e o início do cultivo, mas também aspectos como descarte irregular de resíduos, depredação, viabilidade econômica e impacto socioambiental para os agricultores e a comunidade.

hortas em rede
Horta urbana em terreno sob redes de transmissão elétrica. Foto: Enel São Paulo

O foco do projeto está na inclusão social e na inovação, consolidando-o como modelo de agricultura eficiente e sustentável.

“É essencial ocupar áreas urbanas e periurbanas com projetos que integrem serviços ambientais e sociais. A agricultura pode e deve acontecer em qualquer espaço disponível”, explica Elisa Carvalho, pesquisadora do Ministério do Desenvolvimento Social. 

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Do campo para a mesa

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Foto: Enel São Paulo

No fim de 2024, o Simpósio Hortas em Rede reuniu representantes de ministérios, organizações da sociedade civil, especialistas do Sampa + Rural e agricultores para debater o futuro da agricultura urbana e periurbana como ferramenta de transformação social. O evento também marcou o lançamento do Relato de Impacto do projeto, desenvolvido em parceria com Pé de Feijão, Baanko e Enel.

Durante o simpósio, agricultores compartilharam experiências sobre como o projeto transformou suas vidas. Rafael Maroni, agricultor de São Mateus, relatou: “O cultivo de hortaliças se tornou nossa principal fonte de renda e proporcionou uma nova perspectiva de vida. Hoje, o cultivo de alface não é apenas nosso sustento, mas também impacta positivamente a comunidade”.

Após o simpósio, os participantes visitaram algumas hortas em São Mateus, conhecendo de perto a produção de hortaliças, frutas e verduras.

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hortas em rede
Foto: Enel São Paulo

Parceria público-privada e políticas públicas

O projeto também chamou a atenção de representantes dos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social, que destacaram a importância de políticas públicas que incentivem a agricultura urbana e periurbana.

“A agricultura urbana é uma ferramenta poderosa para gerar emprego e renda, e políticas públicas devem ser adaptadas para apoiar projetos como este”, afirmou Raquel Pereira de Souza, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Agricultora em horta do projeto Hortas em Rede. Foto: Enel São Paulo

Perspectivas para o futuro

O Hortas em Rede já se tornou referência e possui potencial de expansão para outras regiões do país. O projeto reforça que, com parcerias estratégicas e ações integradas, é possível transformar áreas urbanas subutilizadas em espaços produtivos que beneficiam toda a comunidade.

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“O projeto abre um debate urgente sobre o papel da agricultura urbana na construção de um futuro mais sustentável e inclusivo”, ressalta Luíza Haddad, fundadora do Pé de Feijão.

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Beterraba plantada em horta urbana. Foto: Enel São Paulo