Por ONU Brasil

Empresários, técnicos e moradores de Curitiba (PR) se reuniram no início do mês (3) para inaugurar o primeiro supermercado da América do Sul que usa o gás natural propano em sistemas de refrigeração e congelamento de produtos. A substância é uma alternativa sustentável a químicos sintéticos que destroem a Camada de Ozônio. Tecnologia usada no novo centro de vendas é fruto de parceria entre agência da ONU, o governo e setor privado brasileiros.

O supermercado, da rede Condor, foi o primeiro da rede a adotar diversas medidas para reduzir não só a emissão de gases de efeito estufa, os HCFCs, mas também o desperdício de água e energia. No campo da refrigeração, o propano (R-290) e o CO2 foram as alternativas escolhidas. Nos sistemas de resfriados, foi utilizado o propano e, nos sistemas de congelados, foi utilizado o CO2 combinado com o propano. Este supermercado também conta com luz natural e lâmpadas de LED, usina solar com 1.443 painéis e sistema de captação de água da chuva.

“O novo Condor Venceslau Braz vai entrar para a história como o primeiro supermercado da América do Sul a utilizar uma tecnologia em seus equipamentos de refrigeração: o Propano, um gás natural inofensivo à Camada de Ozônio, com tecnologia revolucionária na eliminação dos gases sintéticos que prejudicam a natureza”, disse o empresário Pedro Joanir Zonta, presidente do grupo Condor .

Zonta explicou que a tecnologia contribui para o cumprimento da meta do Protocolo de Montreal, “que é substituir os gases refrigerantes sintéticos, nocivos ao meio ambiente, no Brasil”.

Da ideia à ação

Por meio de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a UNIDO e a Eletrofrio Refrigeração, no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), foi desenvolvida uma nova tecnologia de refrigeração para ambientes de média e grande escala, como mercados e supermercados, que faz o uso do R-290 como fluido frigorífico.

Ole Nielsen, chefe da Unidade do Protocolo de Montreal da UNIDO, falou sobre o caminho percorrido para se chegar à nova tecnologia e sobre a superação de suas expectativas para com o projeto.

“É incrível presenciar o que essas empresas tão prestigiadas podem entregar no que diz respeito à proteção do meio ambiente. Tudo começou há cinco anos, quando estávamos preparando uma estratégia nacional para o Brasil, para lidar com essas substâncias tão debatidas. Para ser honesto, eu ainda tinhas dúvidas se isso seria concretizado ou não, mas há exatamente um ano eu estive no Brasil e visitei uma feira onde a Eletrofrio estava, e eles disseram ‘Queremos te mostrar uma coisa’. E lá estava um módulo, na forma como havíamos pensado. Uma maravilha.”

Ele também parabenizou os envolvidos pela escolha de uma tecnologia que faz uso de fluidos naturais que não agridem a Camada de ozônio.

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