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O professor de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos, Almir Sales, pesquisa, há dez anos, resíduos que possam substituir areia e brita na construção civil. Desde 2007 ele estuda a utilização da “areia da cana” para esse fim, por ela ter propriedades bastante parecidas com a areia comum.

Segundo um estudo elaborado pela equipe de pesquisadores da UFSCar, o Brasil produz diariamente dez mil toneladas de “areia de cana”. O material consiste nas cinzas obtidas a partir da queima do bagaço.

Hoje, a maior parte dessas cinzas é despejada em aterros sanitários. O restante é lançado no solo, mas esse procedimento é perigoso por causa da grande chance de contaminação. Existem metais pesados como cádmio e chumbo nessas cinzas.

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Os pesquisadores têm testado constantemente o uso da areia de cana com diferentes cimentos para a fabricação de concreto. Os resultados são positivos e concluem que de 30% a 50% da areia comum pode ser substituída pelas cinzas.

O professor Sales explica como é obtida a areia comum: “Areia usada em construções vem do leito de rios, é um processo nada sustentável, está cada vez mais difícil a obtenção de licenças ambientais para sua extração”. Por isso é tão importante encontrar alternativas que minimizem esse uso.

As pesquisas ainda serão feitas por mais um ano, enquanto isso a equipe de pesquisa continua realizando testes de durabilidade. Para eles, o concreto feito com os restos de cana pode ser usado para a construção de guias, bancos, sarjetas e outras obras de infra-estrutura urbana, por exemplo.

Fonte: Galileu

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