Um grupo de pesquisadores japoneses da Universidade de Osaka desenvolveu proteínas que produzem luz e são visíveis a olho nu. Esta novidade pode ajudar a criar alternativas que substituam o uso de lâmpadas artificiais e também pode auxiliar o desenvolvimento de pesquisas médicas.

O estudo que apresenta o experimento foi divulgado na última semana pela revista científica norte-americana “Proceedings of the National Academy Sciences”. De acordo com a publicação, as proteínas receberam o nome de “nano-lanternas” e são capazes de liberar luz azul, verde ou amarelo/laranja.

Para chegar a este modelo, os pesquisadores combinaram proteínas brilhantes de Renilla reniformis com proteínas fluorescentes coletadas de medusas e corais. O resultado do experimento foi uma proteína capaz de produzir uma luz até 20 vezes mais poderosa do que as proteínas brilhantes convencionais, conforme informado pelo jornal Japan Times.

As proteínas brilhantes convencionais liberam uma luz muito fraca, que até mesmo câmeras supersensíveis precisam de um longo tempo de exposição para captar. Este desempenho acabava limitando o uso da alternativa. A novidade deve oferecer mais opções aos cientistas.

“No futuro, esperamos usá-la para criar árvores de rua que brilham, para que possamos economizar eletricidade”, explicou Takeharu Nagai, professor da Universidade de Osaka e um dos integrantes da equipe responsável pela “nano-lanterna”.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.