Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Nanyang, no Singapura, desenvolveram uma janela inteligente, capaz de clarear ou escurecer, sem a necessidade de uma fonte externa de energia. O sistema também pode funcionar como uma bateria, armazenando eletricidade para abastecer eletrônicos de baixa potência.

Conforme informado pelos pesquisadores em informativo oficial, a janela é formada por duas folhas de vidro, revestidas com óxido de índio-estanho. Este material é bastante usado em revestimentos condutores transparentes, como as telas de televisões.

No modelo criado por eles, uma das folhas é revestida com uma camada adicional de um pigmento conhecido como “Azul da Prússia”, enquanto a outra é ligada a uma tira fina de alumínio. Quando a janela está totalmente carregada, o pigmento dá a ela uma tonalidade azul.

Para esclarecer melhor o funcionamento, os cientistas explicam que as folhas de vidro são ligadas por cabos elétricos comuns. Quando o circuito entre eles é quebrado, inicia-se uma reação química entre o pigmento e o oxigênio dissolvido no eletrólito, tornando o vidro azul. Para desligar, o circuito elétrico é fechado e a janela retoma a cor clara.

O sistema pode ajudar a controlar a quantidade de luminosidade dentro dos grandes edifícios, para otimizar também o consumo energético em relação ao uso de iluminação artificial e sistemas de refrigeração.

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Redação CicloVivo

 

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.