A energia solar é uma das grandes possibilidades para universalizar o acesso à eletricidade e fazer isso de maneira limpa, sem emitir gases poluentes e prejudicando menos o meio ambiente. No entanto, esses sistemas ainda barram em um problema: a eficiência. Diante deste desafio, um grupo de pesquisadores israelenses da Universidade de Technion encontrou uma forma de aproveitar a luminosidade e o calor do sol ao mesmo tempo.

Atualmente, a média de eficiência dos painéis fotovoltaicos é de 30%. Isso acontece porque, ao ser superaquecida, a placa perde a capacidade de aproveitar a luminosidade do sol. Normalmente, este calor serve apenas para reduzir a eficiência e é totalmente desperdiçado.

Diante desses desafios, os cientistas pensaram em uma estratégia para usar o problema a favor do sistema. O método, publicado recentemente na revista científica Nature, se baseia em um processo intermediário entre a luz solar e a célula. O material de fotoluminescência utilizado absorve a radiação do sol e converte o calor e luz em uma radiação ideal, que ilumina a célula, aumentando a eficiência da conversão.

A inspiração, segundo os pesquisadores, vem do conceito de refrigeração óptica, em que a luz absorvida é emitida novamente, só que ainda mais forte, resfriando, assim, o emissor. Segundo os criadores, esta é a lógica aplicada nas placas, que refletem de volta a própria luz solar.

“A radiação solar no espectro é absorvida e reemitida em um espectro azul deslocado. Esta radiação é, então, colhida pela célula solar. Desta forma, tanto o calor como a luz são convertidos em eletricidade”, explicou o pós-doutorando e líder do trabalho, Assaf Manor, em declaração oficial.

A tecnologia é capaz de elevar a eficiência média das placas dos atuais 30% para 50%.

Redação CicloVivo