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Jaime Lerner, arquiteto e ex-prefeito de Curitiba, está lançando o menor carro elétrico do mundo. Batizado de Dock Dock, o veículo mede 60 centímetros de largura, 1,38 metro de comprimento e 1,5 metro de altura. Com uma velocidade máxima de 20 quilômetros por hora, ele foi projetado para circular em faixas compartilhadas com pedestres, bicicletas e locais onde a veiculação de automóveis é restrita.

Em 1974, quando era prefeito de Curitiba, Lerner implantou um modelo de transporte público que se tornou referência mundial. O Ligeirinho, ou BRT (Bus Rapid Transit) – sistema de ônibus com pistas exclusivas e embarque similar ao das estações de trem – foi copiado e elogiado em mais de 83 cidades ao redor do mundo. 

A ideia é implantar um modelo de aluguel semelhante ao Velib – sistema de bicicletas em Paris, onde os cidadãos a devolvem depois de um tempo, pagando com cartão de crédito. O objetivo é que os veículos sejam um complemento do sistema de transporte coletivo, sendo mais rápido que uma caminhada e mais confortável que uma bicicleta.

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O Velib fez tanto sucesso, que a prefeitura de Paris planeja implantar, até o fim de 2010, o Autolib – um carro de uso coletivo para até quatro pessoas. Serão disponibilizados três mil veículos elétricos em mais de mil pontos da capital francesa.

O sistema de aluguel que Lerner pretende implantar é a principal diferença entre o Dock Dock e outros minicarros elétricos. O Puma, por exemplo – produzido pela General Motors e Segway, com lançamento previsto para 2012 – foi projetado para ser comprado e guardado na garagem do usuário.

A ideia de transporte complementar pode funcionar principalmente nas regiões centrais das grandes cidades, que optaram por banir, ou reduzir, a circulação de automóveis. Como, por exemplo, em Nova York, que desde maio deste ano, proibiu o tráfego em parte da Broadway, na Times Square. Nesse trecho, de cinco quarteirões, só é possível circular de bicicleta ou a pé.

O Brasil também caminha nessa direção. Em junho, São Paulo aprovou um projeto de lei que prevê a restrição gradativa dos automóveis particulares no centro. No Rio de Janeiro, a prefeitura pretende proibir a veiculação de carros na avenida Rio Branco, uma das principais da cidade.

Com tudo isso, Lerner enxerga uma grande oportunidade para o seu veículo. Mas ele pretende mais. Quer fazer do Dock Dock um complemento ao transporte coletivo em qualquer local da grande cidade. “Pode parecer complicado, mas é mais fácil do que foi construir as faixas exclusivas de ônibus”, completa ele.

Com informações da Veja

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